Sindicato diz que deve faltar combustíveis nos postos do Rio

Arquivado em: Destaque do Dia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 24 de maio de 2018 as 14:15, por: CdB

A estimativa é que 90% dos postos fiquem sem combustíveis, nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, de acordo com o Sindestado-RJ. O Sindicomb acrescentou que em mais da metade dos postos já faltam os produtos

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A paralisação dos caminhoneiros deve afetar de forma drástica o cotididano dos moradores do Rio de Janeiro. A previsão é que os postos só tenham combustíveis até o final desta noite, segundo os sindicatos do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sindestado-RJ) e do Comércio Varejista dos Distribuidores de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio (Sindicomb).

Deve faltar combustíveis nos postos do Rio

A estimativa é que 90% dos postos fiquem sem combustíveis; nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, de acordo com o Sindestado-RJ. O Sindicomb acrescentou que em mais da metade dos postos já faltam os produtos.

– (O setor) está entrando em colapso e em mais de 50 postos do município já falta algum dos três principais produtos: gasolina, etanol ou óleo diesel – disse o presidente do Sindicomb, Antônio Barbosa Ferreira; acrescentando que a situação está pior na Zona Sul, no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca.

O Sindestado-RJ, Ronald Barroso Couto, disse que o risco de desabastecimento dos postos é acentuado por causa do rompimento da rotina. “Estamos no quarto dia da greve dos caminhoneiros; sendo que, em média, os postos costumam ‘recompletar’ seus tanques a cada três dias. Portanto, a partir de hoje o desabastecimento deverá ser geral em todo do RJ”.

Legislação

Para o Sindicomb, por lei, os donos de postos de combustíveis não podem limitar a quantidade a ser abastecida por consumidor. Segundo Ferreira, o caminho é o do bom senso.

– Não podemos limitar o abastecimento, a lei não permite. O apelo que nós fazemos é para que as pessoas que ainda tem combustível suficiente; para rodar por dois ou três dias e que não pretendem sair de suas casas; evitem abastecer e completar o tangue, botando mais do que vai de fato precisar. E com isso prejudicando os que realmente venham a precisar do combustível em um caso de emergência – afirmou.

No Rio de Janeiro, vários postos em que ainda havia combustíveis os preços foram reajustados acima do praticado habitualmente: ultrapassando R$ 5,00 o valor do litro da gasolina comum. No Aterro do Flamengo, o litro da gasolina comum normalmente comercializado abaixo do R$ 5 era vendido a R$ 5,27. O mesmo pôde ser observado em Copacabana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *