Síria decide posicionar Forças Armadas em Afrin

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Publicado sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018 as 14:06, por: CdB

A decisão foi tomada para proteger o distrito de Afrin contra ataques da Turquia e de seus aliados, reportou o canal de televisão libanês Al-Mayadeen, citando uma fonte conhecedora da situação

Por Redação, com Sputnik – de Beirute/ Tel Aviv:

Milícias curdas e o governo da Síria chegaram a um acordo sobre a implantação das Forças Armadas da Síria em Afrin, a mídia libanesa reportou na quinta-feira.

Síria decide posicionar Forças Armadas em Afrin para se defender da Turquia

A decisão foi tomada para proteger o distrito de Afrin contra ataques da Turquia e de seus aliados; reportou o canal de televisão libanês Al-Mayadeen, citando uma fonte conhecedora da situação.

Na quinta-feira , uma fonte informou à Sputnik que, nos próximos dias; as Forças Armadas da Síria entrariam no distrito de Afrin, perto da fronteira com a Turquia.

– Foi fechado um acordo sobre a implantação, nos próximos dias; das Forças Armadas da Síria na fronteira entre a Síria e a Turquia, em Afrin, no norte de Aleppo. O acordo foi fechado entre o governo da Síria e os curdos – disse a fonte.

No entanto, o Departamento de Estado dos EUA desconhece esse acordo que prevê a entrada das Forças Armadas da Síria no enclave de Afrin; no norte da Síria, informou a fonte para à agência russa de notícias Sputnik.

Desde janeiro, a Turquia tem posto em ação a operação militar Ramo de Oliveira contra os curdos em Afrin. O enclave é controlado pelas Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG); consideradas por Ancara uma afiliada do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e, também, como uma organização terrorista na Turquia e em alguns outros países.

Damasco condenou as ações de Ancara ao chamar a operação de violação da soberania do país.

OTAN satisfeita com a operação militar da Turquia na Síria

Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Turquia, Nurettin Canikli, disse; durante sessão ministerial realizada em Bruxelas; que a Aliança não protestou contra a operação militar Ramo de Oliveira e acrescentou que envolveu Ancara; para conter o uso desproporcional de forças durante suas atividades no norte da Síria.

Enquanto isso, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, declarou que Ancara espera que seus aliados apoiem a luta contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK); contra as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e contra o Partido da União Democrática Curda (PYD).

Israel

Os militares israelenses acreditam ter destruído, em resultado do ataque aéreo de sábado; cerca de metade de meios de defesa antiaérea da Síria, comunicou à Sputnik uma fonte próxima dos militares.

– De acordo com nossas estimativas preliminares, cerca de 50% das forças de defesa antiaérea da Síria foram eliminadas. Nós ainda vamos conferir estes números – afirmou o interlocutor da agência.

Em 10 de fevereiro, a Força Aérea de Israel respondeu à invasão de um drone; reconhecido posteriormente como iraniano; atacando uma base aérea perto da cidade síria de Palmira.

Em seguida, após um avião seu ter sido derrubado a partir de terra, os israelenses atacaram um conjunto de alvos na área de Damasco. De acordo com os militares, foram atingidos meios de defesa antiaérea; bem como estruturas “da presença militar iraniana” no país vizinho.

De acordo com Tomer Bar, chefe da Força Aérea de Israel; a operação virou o maior confronto entre os dois países desde 1982, envolvendo a defesa antiaérea síria, e acabou sendo bem-sucedido para os israelenses. 

Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Turquia, Nurettin Canikli, disse; durante sessão ministerial realizada em Bruxelas, que a Aliança não protestou contra a operação militar Ramo de Oliveira; e acrescentou que envolveu Ancara para conter o uso desproporcional de forças durante suas atividades no norte da Síria.

Enquanto isso, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, declarou que Ancara espera que seus aliados apoiem a luta contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), contra as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e contra o Partido da União Democrática Curda (PYD).

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