Sobe número de mortos por queda de avião em Cuba

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Publicado terça-feira, 22 de maio de 2018 as 10:45, por: CdB

A aeronave era um Boeing 737 construído em 1979 e arrendado à companhia aérea Cubana pela pouco conhecida empresa mexicana Damojh

Por Redação, com Reuters – de Havana/Cidade do México:

O número de mortes de um dos piores desastres aéreos de Cuba subiu para 111 na segunda-feira, e o México suspendeu as operações da empresa mexicana que arrendou o Boeing 737 envolvido no acidente à principal companhia aérea cubana.

Destroços de avião que caiu em Cuba, matando ao menos 111 pessoas

Grettel Landrove, estudante cubana de 23 anos, morreu em um hospital de Havana devido a “lesões traumáticas graves”, noticiou a mídia estatal da ilha.

Duas outras cubanas permanecem em estado grave resultante de queimaduras e outros ferimentos com alto risco de complicações, segundo reportagens. Seu quadro está sendo acompanhado atentamente por muitos conterrâneos por meio de boletins médicos frequentes.

Avião

O avião caiu pouco depois de decolar para um voo doméstico de Havana a Holguín; cidade do leste do país, na sexta-feira.

O acidente matou 100 cubanos, 7 mexicanos, dois argentinos e dois saarauís de uma área disputada do Saara Ocidental conhecida; como República Árabe Saarauí Democrática.

A aeronave era um Boeing 737 construído em 1979 e arrendado à companhia aérea Cubana pela pouco conhecida empresa mexicana Damojh.

Aviação aérea do México

A autoridade de aviação aérea do México informou na segunda-feira ter suspendido temporariamente as operações da Damojh; para averiguar se a empresa cumpre os regulamentos e coletar informações; que ajudem os investigadores a descobrirem o motivo da queda.

A Damojh, que possuía três 737 antes do acidente; já foi suspensa duas vezes durante vistorias de observância dos regulamentos, disse a autoridade.

As operações da empresa foram interrompidas durante cerca de um mês em 2010 depois; que um avião dela fez um pouso de emergência no resort litorâneo mexicano de Puerto Vallarta por conta de um problema em seu trem de pouso.

Insvestigação

A autoridade voltou a investigá-la em 2013 depois de receber uma queixa de Marco Aurelio Hernández; que no final de semana a mídia mexicana identificou como um ex-piloto da Damojh.

Segundo o jornal mexicano Milenio, Hernández criticou a companhia pela falta de manutenção adequada de seus aviões. O inquérito de 2013 levou a uma suspensão de cerca de dois meses.

Até agora os investigadores cubanos recuperaram o gravador de voz da cabine e ainda procuram o gravador de dados de voo. Cuba liderará a investigação com ajuda de investigadores mexicanos e norte-americanos, disse a mídia estatal cubana.

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