Sobe número de mortos por coronavírus nos Estados Unidos

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Publicado segunda-feira, 6 de abril de 2020 as 15:01, por: CdB

Os Estados Unidos têm o terceiro maior número de mortes causadas pela doença no mundo, superados apenas pela Itália, com 15.887, e Espanha, com 13.055.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O número de mortos nos Estados Unidos pelo novo coronavírus chegou a 10 mil nesta segunda-feira, de acordo com uma contagem da agência inglesa de notícias Reuters.

Pacientes são transferidos em Nova York
Pacientes são transferidos em Nova York

Os Estados Unidos têm o terceiro maior número de mortes causadas pela doença no mundo, superados apenas pela Itália, com 15.887, e Espanha, com 13.055.

Os especialistas médicos da Casa Branca têm projetado que entre 100 mil e 240 mil norte-americanos podem ser mortos na pandemia, mesmo que as determinações de ficar em casa sejam seguidas.

Uso da hidroxicloroquina

O assessor comercial da Casa Branca Peter Navarro reconheceu nesta segunda-feira que integrantes da força-tarefa que lidam com a crise do coronavírus no país divergiram sobre a eficácia do medicamento para malária hidroxicloroquina para uso contra a covid-19.

Navarro teve uma discussão acalorada no sábado com Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, segundo o portal de notícias Axios.

Fauci, principal especialista em doenças infecciosas do país e outros consultores de saúde argumentaram que não existem dados suficientes nos estudos limitados que foram feitos para provar que o medicamento é eficaz contra a covid-19, doença respiratória causada pelo vírus.

Navarro foi nomeado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para supervisionar a implementação da Lei de Produção de Defesa do governo para ajudar a produzir suprimentos médicos. Embora reconheça que não possui formação científica, Navarro disse acreditar que os estudos com hidroxicloroquina realizados até agora foram convincentes.

– Houve essa discussão no sábado – disse Navarro em entrevista à CNN. “Se não tivéssemos discordâncias e debates, o governo Trump não seria tão forte quanto é”.

O embate ilustrou as tensões entre especialistas científicos e de saúde da Casa Branca e outras autoridades ou assessores do governo sem formação médica ou de pesquisa, liderados pelo próprio presidente, que vêm pressionando para que os medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina, usados para a malária, sejam usados durante a crise de coronavírus.

Trump manifestou sua opinião sobre a droga e pressionou pessoalmente as autoridades federais de saúde a disponibilizá-la para o tratamento do coronavírus, disseram duas fontes à Reuters.

O presidente tem repetidamente impulsionado o medicamento como um potencial tratamento, chamando-o de “divisor de águas”, apesar das poucas evidências científicas para apoiar essa alegação. Ele o fez novamente no domingo, acrescentando “Mas o que eu sei? Eu não sou médico”.

No entanto, quando Fauci, que é médico, foi questionado sobre o medicamento no mesmo briefing da força-tarefa, Trump interrompeu e o impediu de responder: “Você sabe quantas vezes ele respondeu a essa pergunta? Talvez 15”.

Na reunião de sábado da força-tarefa, disse Navarro à CNN, “houve um acordo unânime de que mais hidroxicloroquina será disponibilizada nas regiões mais afetadas para ser administrada apenas numa decisão entre médico e paciente, e não do governo federal”.

 

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