Soldado é assassinado no Rio de Janeiro

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Publicado terça-feira, 10 de julho de 2018 as 14:04, por: CdB

Segundo a PM, o policial fazia parte de uma equipe que abordou uma moto BMW com dois suspeitos, na altura de Bonsucesso

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O soldado da Polícia Militar (PM) Rodrigo Passos Soares morreu na madrugada desta terça-feira durante uma abordagem a criminosos na Avenida Brasil, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a PM, o policial fazia parte de uma equipe que abordou uma moto BMW com dois suspeitos, na altura de Bonsucesso.

Rodrigo não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio

Quando os policiais verificaram que a moto era roubada, um terceiro homem, que estava em um carro, dando cobertura à dupla de motociclistas, atirou contra os policiais com um fuzil AK-47. Dois policiais foram atingidos, entre eles o soldado, que morreu no Hospital Geral de Bonsucesso.

O outro policial, um sargento não identificado, sobreviveu. A Delegacia de Homicídios investiga o caso. O soldado é o 59º policial militar e 65º policial assassinado neste ano no Estado do Rio de Janeiro. Ele estava na polícia há quatro anos e era lotado no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas.

Operação na Maré

A Polícia Civil considerou de “grande êxito” a operação deflagrada no Complexo da Maré, no último dia 20 de junho, que resultou na morte de sete pessoas, incluindo seis suspeitos de tráfico e o estudante Marcos Vinícius da Silva. A avaliação faz parte do relatório policial sobre a operação, entregue ao Ministério Público (MP) e à Justiça. No mesmo documento, o nome do adolescente não é citado, apenas referido como “uma pessoa baleada e socorrida ao hospital”.

A Defensoria Pública do Estado, que chegou a entrar com medida judicial pedindo a interrupção do uso de helicópteros em operações desse tipo, pelo risco dos tiros vindos da aeronave atingirem a população, criticou os termos do relatório.

– Não pode ser considerada exitosa uma operação que teve sete mortes, inclusive a de uma criança uniformizada a caminho da escola. Além dos danos à comunidade, como os voos rasantes do helicóptero dando disparos, colocando em risco a integridade dos moradores. A gente considera que essa operação foi desastrosa – disse o defensor Daniel Lozoya, do núcleo de defesa dos direitos humanos da defensoria.

A Polícia Civil não comentou o relatório, informou apenas que ele era sigiloso.  ADelegacia de Homicídios abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte do adolescente Marcus Vinicius.

A operação foi deflagrada na manhã do dia 20 e buscava cumprir 23 mandados de prisão e prender os suspeitos de terem participado da morte do chefe de operações da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). O estudante estava a caminho da escolaquando começou o tiroteio. Ele percebeu que não conseguiria cruzar a comunidade em meio aos tiros e chegar até o Centro Integrado de Educação Pública Operário Vicente Mariano, onde estudava. Ele decidiu voltar para casa, mas foi atingido nesse percurso. Marcos chegou a ser levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

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