SP: metrô oferece orientação às vítimas de violência doméstica

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Publicado sexta-feira, 21 de agosto de 2020 as 12:59, por: CdB

O metrô e a Polícia Civil do Estado de São Paulo promoveram nesta sexta-feira, uma ação de orientação às vítimas de violência doméstica na Estação Luz, da Linha 1-Azul. A iniciativa visa informar o público sobre canais de denúncia e redes de apoio às mulheres durante a pandemia.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

O metrô e a Polícia Civil do Estado de São Paulo promoveram nesta sexta-feira, uma ação de orientação às vítimas de violência doméstica na Estação Luz, da Linha 1-Azul. A iniciativa visa informar o público sobre canais de denúncia e redes de apoio às mulheres durante a pandemia.

Boletim de ocorrência pode ser feito pela Internet
Boletim de ocorrência pode ser feito pela Internet

As pessoas interessadas serão acolhidas e orientadas pela equipe da delegada Maria Valéria Pereira Novaes de Paula Santos, titular da 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência (DPPD) e da 1ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM).

Apesar de o boletim de ocorrência por violência contra a mulher poder ser feito pela Delegacia Eletrônica, as notificações caíram nos três primeiros meses da quarentena. Foram registradas 655 ocorrências, sendo 306 em março, 179 em abril e 170 em maio. Em janeiro foram 328 e em fevereiro foram 371. Com a flexibilização, houve aumento dos registros: foram 247 em junho e 291 em julho.

Violência contra a mulher

Na avaliação do governo estadual, os números não significam queda, mas sim subnotificação, já que a denúncia dos casos foi dificultada pela proximidade do agressor.

Comparando os meses de março e abril de 2019 com o mesmo período em 2020, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP) registrou aumento de 41,3% nos casos de feminicídio no estado.

A Polícia Civil possui 134 Delegacias de Defesa da Mulher distribuídas por todo o estado, sendo 10 com atendimento integral: três no interior e sete na cidade de São Paulo. Todas as delegacias permanecem abertas e estão disponíveis para acolhimento das vítimas de violência doméstica mesmo durante a quarentena.