SP: polícia prende manifestantes em protesto contra aumento de tarifas

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Publicado sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 as 12:39, por: CdB

A manifestação, convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL), teve início em frente ao Theatro Municipal, no Centro paulistano, e foi interrompida pela ação policial na Praça da República.

Por Redação, com ABr e RBA – de São Paulo

A Polícia Militar (PM) prendeu 10 pessoas durante o protesto contra o aumento das tarifas do transporte público na capital paulista, realizado na noite de quinta-feira.

Ato foi contra reajuste de preços de transporte público
Ato foi contra reajuste de preços de transporte público

A manifestação, convocada pelo Movimento Passe Livre (MPL), teve início em frente ao Theatro Municipal, no Centro paulistano, e foi interrompida pela ação policial na Praça da República, depois de se deslocar 500 metros.

Tumulto e agressão

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP), os policiais agiram para conter um “princípio de tumulto”. Vídeos nas redes sociais mostram uma manifestante sendo arrastada pelos cabelos ao ser presa.

No Twitter, a PM divulgou filmagens que mostram manifestantes arrastando lixeiras e jogando pedras. A nota da SSP informa que uma policial militar ficou ferida na ação.

Os detidos foram, de acordo com a secretaria, encaminhados ao 2º Distrito Policial por desacato e lesão corporal, sendo oito adultos e dois adolescentes. A manifestante que aparece nas imagens sendo arrastada pelos policiais, Andreza Delgado, foi liberada ainda na noite de ontem.

Pelas redes sociais, ela disse ter ficado “bastante machucada” na abordagem. A SSP não informou se todos os presos já foram liberados.

O ato foi o terceiro contra o aumento que elevou o preço das tarifas do transporte público na cidade de São Paulo de R$ 4,30 para R$ 4,40.

O reajuste entrou em vigor no dia 1º de janeiro. O MPL marcou mais uma manifestação para a próxima quinta-feira, no Terminal Parque Dom Pedro II, na região central da capital paulista.

Petroleiros promovem atos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) promoveu, nesta sexa-feira , um ato nacional em Araucária, região metropolitana de Curitiba, em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). A unidade está em vias de ser fechada pela Petrobras. A companhia já anunciou a demissão sumária de cerca de mil trabalhadores. Petroleiros de todas as unidades da estatal do estado participam da manifestação. O ato será às 6h30, no Km 16 da Rodovia do Xisto.

Foram realizadas também manifestações em unidades Petrobras em vários locais do país contra o fechamento da importante Fafen-PR.  “A luta é para preservar os empregos e direitos dos trabalhadores e manter a unidade funcionando, pois não há justificativas para o fechamento da fábrica”, afirma o diretor da FUP Gerson Castellano, funcionário da Araucária Nitrogenados e diretor do Sindiquímica-PR.

Segundo os sindicalistas, além de afetar a vida de mil famílias de trabalhadores da unidade, o fechamento terá impacto econômico importante na região.

A gestão da estatal justifica o fechamento da unidade dizendo que ela dá prejuízo. “É mentira”, contesta Castellano. “A gestão da empresa fez uma escolha de encarecer a própria matéria-prima para produzir os fertilizantes. Foi uma decisão política e não técnica”, afirma.

O presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Dal Zot, também desmente o argumento. Ele afirma que a companhia faz manobras contábeis como pretexto para o fechamento da Fafen-PR. “Isso (o prejuízo) não acontece em hipótese alguma, pois a fábrica utiliza como matéria prima o RASF, um refugo da Repar (refinaria da Petrobras em Araucária), ao qual agrega valor, transformando em ureia, um fertilizante do qual o Brasil é extremamente dependente.”

A política do governo para a Petrobras no Paraná tem repercussão direta na queda da produção industrial do estado, revelada pela pesquisa do IBGE divulgada na terça-feira. Segundo a pesquisa, a produção industrial paranaense recuou 8,0% em novembro. De acordo com o IBGE, a queda significativa se deve à redução na produção de derivados de petróleo (refino) e na produção de veículos automotores.

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia, entre outros produtos. Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome, segundo a FUP. Além disso, o país se tornará dependente da importação de ARLA 32, um reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados.

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