SP tem pior semana epidemiológica desde início da pandemia

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Publicado domingo, 21 de março de 2021 as 19:03, por: CdB

Apesar de estar em uma fase mais restritiva, com toque de recolher e fechamento de comércio não essencial, o Estado de São Paulo enfrentou a sua pior semana da pandemia do novo coronavírus.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

Apesar de estar em uma fase mais restritiva, com toque de recolher e fechamento de comércio não essencial, o Estado de São Paulo enfrentou a sua pior semana da pandemia do novo coronavírus. Na 11ª Semana Epidemiológica, entre os dias 14 e 20 de março, o Estado bateu recorde na média móvel de mortes e de novos casos. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde.

Entre o último dia 14 e sábado, o Estado registrou 3.449 novas mortes, uma média móvel de 493 mortes por dia, superando a média da semana anterior (entre os dias 7 e 13 de março) de 364 mortes por dia.

Nesta semana, o Estado bateu o recorde de mortes registradas em um dia: na terça-feira, o Estado somou 679 mortes. Nos últimos cinco dias, o Estado vem registrando um número de mortes diárias superior a 600.

São Paulo teve também a sua pior semana em número de novos casos. Só nesta última semana, São Paulo registrou 102.931 novos casos, uma média móvel diária de 14.704 casos a cada dia, batendo a média notificada na semana anterior, de 12.492 casos por dia.

Até sábado, o Estado tinha 28.292 pessoas internadas com covid-19, sendo 11.976 delas internadas em estado muito grave, ocupando leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). Esse número é 110% maior que o que havia sido registrado quatro semanas atrás, em 20 de fevereiro, quando o Estado tinha 13.491 pacientes internados. A taxa de ocupação de leitos de UTI no Estado estava em 91,5% nesse sábado.

Fase emergencial

Com o crescimento exponencial do número de mortes, novos casos e de pessoas internadas, o governo de São Paulo decidiu decretar uma fase emergencial, que teve início na última segunda-feira.

Nessa fase, cultos e cerimônias religiosas coletivas foram proibidas, jogos de futebol foram paralisados e as aulas da rede pública suspensas. Também foi estabelecido um toque de recolher das 20h às 5h. Além disso, desde o dia 6 de março o Estado mantém sua classificação na Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde somente atividades essenciais podem funcionar. Essas medidas devem durar até o final deste mês.

Com isso, o Estado busca aumentar sua taxa de isolamento. Nessa última semana, com a fase emergencial, ela cresceu, mas não chegou na taxa mínima o esperado pelo governo, de 55%. No sábado, a taxa chegou a 47%. Aos finais de semana, a taxa de isolamento costuma ser maior.