SP vacina 94,7 mil pessoas no primeiro dia da campanha

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Publicado sexta-feira, 26 de janeiro de 2018 as 13:40, por: CdB

Outras 3.366 pessoas receberam a dose padrão, que é aplicada apenas em casos específicos, como para viajantes internacionais, crianças entre nove meses e dois anos e pessoas com condições clínicas especiais

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

No primeiro dia da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela na cidade de São Paulo foram aplicadas 91.425 doses da vacina fracionada contra a doença. Outras 3.366 pessoas receberam a dose padrão, que é aplicada apenas em casos específicos, como para viajantes internacionais, crianças entre nove meses e dois anos e pessoas com condições clínicas especiais. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

No primeiro dia da segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela na cidade de São Paulo foram aplicadas 91.425 doses

De acordo com a secretaria, no momento a campanha tem como foco os moradores de 20 distritos definidos como prioritários: Jabaquara, Cidade Ademar, Sacomã, Cursino, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael, Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luís, Pedreira, Socorro, Campo Limpo e Vila Andrade. A meta da prefeitura é vacinar 3,6 milhões de pessoas nessa região até o dia 24 de fevereiro, quando termina a segunda etapa de vacinação.

A estratégia dessa fase é fazer a entrega gradual da senha para os moradores dessas regiões ao longo da campanha. As senhas serão entregues nas residências das pessoas que são atendidas regularmente pelas equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) da prefeitura.

Postos

No entanto, alguns postos não contam com essas equipes, como é o caso de algumas unidades que entraram de última hora na campanha e precisaram definir estratégias para acelerar a imunização da população local, incluindo o reforço do quadro de funcionários.

A Secretaria de Saúde orienta os moradores dessas regiões que não recebem visitas regulares das equipes da Saúde da Família, que procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência para a retirada da senha.

Segundo o órgão, outros distritos da capital passarão a aplicar a dose da vacina nos próximos meses, levando em consideração a localização dos distritos e sua proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela.

Estoque

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, reafirmou na quinta-feira que o país tem estoque suficiente para imunizar; com doses fracionadas da vacina, todos os brasileiros ainda não vacinados contra a febre amarela. No entanto, o ministério manterá a estratégia de imunizar apenas a população das áreas afetadas pela doença.

O ministro inaugurou, na cidade de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo; a linha final de produção da vacina contra febre-amarela da empresa privada Libbs Farmacêutica; em parceria com Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-manguinhos) da Fiocruz. A pasta aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a comercialização. A nova linha de produção deverá aumentar em 100% o fornecimento da vacina ao ministério.

– Há doses fracionadas para todos os brasileiros e há capacidade do governo de imunizar todos os brasileiros se for necessário. Nós faremos a vacinação nas áreas onde a população tem risco de pegar a febre amarela. Nas áreas em que não há risco, nós não colocaremos a população em risco vacinando porque há reação à vacina; e algumas mortes ocorrem por reação à vacinação – disse.

Segundo o Ministério da Saúde, a adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde; quando há aumento da morte de macacos e casos de febre amarela silvestre de forma intensa; com risco de expansão da doença em grandes cidades. De acordo com a pasta, a dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose-padrão, porém por um período menor, de oito anos.

Balanço

O Ministério da Saúde atualizou, na última terça-feira; a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018); foram confirmados 130 casos, e 53 óbitos. Ao todo, foram notificados 601 casos suspeitos; sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período. Segundo a pasta, de julho de 2016 até 23 janeiro de 2017; eram 381 casos confirmados e 127 óbitos confirmados.

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