Standard Chartered proíbe uso de Zoom e Google Hangouts

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Publicado quarta-feira, 15 de abril de 2020 as 11:06, por: CdB

O Standard Chartered é o primeiro grande banco global a proibir os funcionários de usarem ferramentas de videoconferência da Zoom Video Communications e fazer alertas contra o Google Hangouts.

Por Redação, com Reuters – de Cingapura/Nova York/São Paulo

O Standard Chartered é o primeiro grande banco global a proibir os funcionários de usarem ferramentas de videoconferência da Zoom Video Communications e fazer alertas contra o Google Hangouts, segundo memorando visto pela agência inglesa de notícias Reuters.

Presidente de banco Standard Chartered proíbe uso de Zoom e Google Hangouts
Presidente de banco Standard Chartered proíbe uso de Zoom e Google Hangouts

A mensagem foi disparada pelo presidente-exeuctivo do Standard, Bill Winters, a gestores da instituição na semana passada.

Nenhum serviço oferece o nível de criptografia de conversas disponibilizado por rivais como Webex, da Cisco System, Teams, da Microsoft ou Blue Jeans Network, afirmam especialistas da indústria.

Uma porta-voz do Standard Chartered não comentou o assunto. Ela afirmou que segurança digital continua sendo uma importante prioridade e que os funcionários podem utilizar várias ferramentas autorizadas para conferências.

Falhas de segurança

O banco britânico é o mais recente de uma série de empresas e instituições que se distanciam da Zoom depois que hackers expuseram falhas de segurança ao invadirem conferências, inserindo imagens inadequadas durante apresentações ou ofendendo participantes.

Os chamados incidentes “Zoombombing” afetaram vários tipos de usuários em um momento em que governos do mundo todo forçam suas populações a ficarem em casa na expectativa de conterem o avanço da pandemia de coronavírus.

A Zoom afirmou em março que tinha cerca de 200 milhões de usuários diários, uma alta ante 10 milhões no final do ano passado.

A equipe do Standard Chartered está usando principalmente a ferramenta Blue Jeans, afirmaram duas fontes da instituição.

A Zoom

Em comunicado, a Zoom afirmou que muitos clientes globais, incluindo instituições financeiras, companhias de telecomunicações, universidades e agências governamentais promoveram “exaustivas análises de segurança” da tecnologia da empresa e optaram pelo serviço da companhia.

Fundada por um ex-funcionário da Cisco, Eric Yuan, a Zoom anunciou na semana passada a contratação do chefe de segurança do Facebook, Alex Stamos, como assessor de segurança e questões de privacidade.

Mercado Pago

O Mercado Pago, braço de serviços financeiros do Mercado Livre, criou uma linha de crédito de R$ 600 milhões para pequenos negócios no Brasil, enquanto o maior portal de comércio eletrônico da América Latina tenta aliviar os efeitos brutais do coronavírus sobre microempreendedores.

– Vamos retomar a originação com mais intensidade com o objetivo de apoiar nossos vendedores, na sua maioria micro e pequenos negócios – afirmou Pedro de Paula, chefe de Crédito do Mercado Livre no Brasil. “Queremos ajudá-los a atravessar este difícil momento e contribuir para preservar empregos.”

O anúncio acontece no momento em que economistas já preveem que o país pode enfrentar neste ano sua maior recessão em um século, como resultado das medidas de isolamento social adotadas para tentar frear a pandemia.

Apesar das ações dos governos federal e regionais para tentar minimizar os efeitos econômicos dessas medidas, até autoridades têm reconhecido que elas não estão sendo eficazes para sanear financeiramente os pequenos negócios.

Enquanto os grandes bancos têm divulgado iniciativas como concessão de carência para pagamento de dívidas, por exemplo, representantes de microempresários afirmam que as linhas de crédito estão encarecendo e ficando mais curtas. Quando existem.

Na semana passada, o Sebrae, divulgou uma pesquisa mostrando que 60% dos pequenos empreendedores do país afirmaram não ter conseguido crédito desde o início da crise.

Para o Mercado Livre, que tem mantido elevados níveis de expansão no Brasil, seu principal mercado, justamente oferecendo serviços financeiros para fidelizar e ampliar negócios com um universo superior a 500 mil empreendedores na América Latina, manter a viabilidade financeira desse ecossistema é vital para a sustentabilidade do próprio grupo.

Segundo o presidente do Mercado Pago, Tulio Oliveira, a linha de crédito que está sendo costurada pelo governo federal com bancos não deve ser suficiente para ajudar os muitos pequenos, já que se dirige a empresas com faturamento anual entre R$ 300 mil e R$ 10 milhões por ano, para pagar salário.

– Há muitas empresas menores que não se enquadram nessa categoria e que têm necessidades diversas – disse Oliveira à Reuters, acrescentando que está participando de discussões com esferas do governo para tentar aprimorar o apoio a microempreendedores.

De acordo com Oliveira, depois da forte retração inicial das vendas por causa da crise, o Mercado Livre vem observando uma retomada nas últimas duas semanas, em particular dos negócios que conseguem vender por meios eletrônicos. “Os demais estão em processo de aprendizado”, disse.

Criado há cerca de quatro anos, sob o guarda-chuva do Mercado Pago, o braço Mercado Crédito opera no Brasil, na Argentina e no México, com linhas de capital de giro para microempreendedores que vendem produtos no portal e também para consumidores, que compram em parcelas. O crédito para os vendedores, em média, é pouco acima de US$ 1 mil cada.

Coronavoucher

Segundo Oliveira, o Mercado Pago e outras plataformas digitais de serviços financeiros também estão pleiteando para que o governo permita que o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 mensais a pessoas em condição econômica mais vulnerável também seja feito por esses canais.

O benefício começou a ser pago na semana passada por meio do banco estatal Caixa Econômica Federal.

– Cerca de 70% do público que recebe auxílio já é cliente das plataformas de pagamentos digitais – disse Oliveira.