STF: Geddel deixa prisão para acompanhar depoimento  

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Publicado segunda-feira, 24 de setembro de 2018 as 13:54, por: CdB

O caso está ligado aos R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados em um apartamento de Salvador ligado ao ex-ministro.

Por Redação, com ABr – de Brasília

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso preventivamente há um ano, foi escoltado nesta segunda-feira por agentes da Polícia Federal (PF) até o Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o depoimento de testemunhas no processo em que é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima

O caso está ligado aos R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados em um apartamento de Salvador ligado ao ex-ministro. Além dele, são réus no mesmo caso o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, bem como um ex-assessor, Job Ribeiro Brandão, e o empresário Luiz Fernando Machado.

Mais magro e vestido todo de branco, Geddel acompanhou o depoimento de duas testemunhas arroladas no processo por seu irmão. Acompanhado de membros da sua defesa, o ex-ministro deixou o local sem falar com a imprensa.

Foram ouvidos nesta segunda-feira os técnicos do Senado Thiago Nascimento Castro Silva e Marcos Machado Melo. Eles foram prestar esclarecimentos sobre a Medida Provisória 613. Ao juiz Paulo Marcos de Faria, eles disseram ter dado esclarecimentos sobre a MP, cuja tramitação foi “completamente normal, uma como qualquer outra”, afirmou Melo.

Segundo delação premiada do ex-executivo da empresa Odebrecht Cláudio Melo Filho, Lúcio Vieira Lima teria pedido e recebido vantagens financeiras em troca da aprovação da MP 613, que beneficiava a empresa Odebrecht por meio desonerações fiscais.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, autorizou que Geddel deixe a penitenciária da Papuda, onde está preso, para acompanhar todos os depoimentos no processo. O próximo a ocorrer deve ser o dele mesmo, marcado para 9 de outubro.

Atentado a Bolsonaro

As investigações sobre o suposto ataque a faca, de autoria do suspeito Adélio Bispo de Oliveira contra o candidato neofascista Jair Bolsonaro (PSL), tem servido, até agora, com uma barreira contra o possível uso político do ato denunciado.

Forças da extrema-direita estariam tentando criar uma farsa, às vésperas do segundo turno das eleições, com vistas a favorecer o representante do segmento político. O objetivo seria levantar uma “trama política”; com o objetivo principal de atingir o PT, a exemplo de outros eventos ocorridos, ao longo das últimas campanhas eleitorais.

Um dos pontos principais da trama foi identificada, por analistas políticos independentes, nas publicações de diários identificados com o segmento mais extremista das forças conservadoras, entre eles O Antagonista e o Estado de S.Paulo. Ambos alimentam a versão de que haveria uma série de “depósitos suspeitos” na conta bancária de Adélio. Entre eles um “cartão internacional”. A investigação policial, no entanto, desfez a suspeita infundada.

Cartão internacional

O “dinheiro suspeito”, boato que pretendia lançar a ideia de que alguma organização política de esquerda do país estaria patrocinando Adélio, segundo a investigação, tem “origem sustentável”. Trata-se de uma rescisão trabalhista por um emprego em Santa Catarina, e remuneração pelo trabalho de garçom, pelo qual recebia cerca de R$ 70 por dia, segundo apurou o inquérito policial.

Já o “cartão internacional”, que teria como objetivo criar uma história de uma ação da “esquerda mundial” contra Bolsonaro, na realidade, segundo apurou a PF, nunca foi utilizado. O cartão foi emitido, automaticamente pelo banco, em uma conta-salário de outra empresa em que ele trabalhou.

Adélio teria tentado assassinar Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), no último dia 6. Trata-se, porém, de uma pessoa com graves problemas emocionais.

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