STF repercute mal decisão de Gilmar liberar Paulo Preto e a filha

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Publicado quinta-feira, 31 de maio de 2018 as 15:59, por: CdB

A decisão de o ministro Gilmar Mendes libertar o operador do PSDB Paulo Preto foi mal recebida no STF.

 

Por Redação – de Brasília e São Paulo

 

Para a maior parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ação incisiva do ministro Gilmar Mendes representa “um desgaste inominável para a instituição”, afirmou o chefe de gabinete de um dos mais influentes juízes da Corte Suprema, que falou à reportagem do Correio do Brasil, nesta quinta-feira, por telefone, em condição de anonimato.

Paulo Preto, mais uma vez, foi solto por ordem de Gilmar Mendes
Paulo Preto, mais uma vez, foi solto por ordem de Gilmar Mendes

— O país inteiro está prestando atenção nos atos do Supremo. E uma atitude dessas soma-se ao ambiente de extremo desgaste experimentado pela Corte. Serve, apenas, para ampliar o sentimento de impunidade que desgasta o tecido social no país — acrescentou.

Na noite passada, Mendes decidiu soltar, pela segunda vez, o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Ele é apontado como operador de esquemas de corrupção durante governos do PSDB. Preto fora sido preso, novamente, nesta quarta-feira, por ordem da 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Filha de Paulo Preto

A ordem de prisão do réu ressaltava que seu retorno à prisão era necessária para “assegurar a instrução criminal” do processo. Ele é acusado pelo desvio de recursos de R$ 7,7 milhões da Dersa; entre 2009 e 2011. A maior parte dos desvios ocorreu nos governos José Serra e Geraldo Alckmin.

Preto, na prisão anterior, deixou vazar para a mídia conservadora que “tinha muitos tucanos graúdos no bolso”; em um claro sinal que, se fizer uma delação premiada, poderá incriminar seus superiores nos desfalques milionários aos cofres públicos. Logo após as declarações, em 6 de abril, Preto foi solto por Gilmar. Para o ministro, a prisão preventiva de Souza não estava amparada em “fatos”.

Nesta mesma decisão, Gilmar Mendes determinou a soltura de Tatiana Arana Cremonini. Trata-se da filha de Paulo Vieira; e o ex-diretor de Assentamentos da Dersa, Geraldo Casas Vilela. Segundo Mendes, “a instrução processual presta-se justamente a permitir ao delatado a oportunidade de confrontar o delator; apontando fragilidades em sua versão”.

“Além disso, como apontam as defesas, as testemunhas arroladas pela acusação já foram inquiridas. Na fase atual, dificilmente a defesa teria poder para colocar em risco a instrução criminal”, concluiu o ministro da Corte Suprema.

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