Summers: pressão inflacionária nos EUA eleva taxa de desemprego

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Publicado sexta-feira, 5 de agosto de 2022 as 14:20, por: CdB

Summers refutou, ainda, a ideia de que a saúde financeira norte-americana, com desemprego baixo e fortalecimento do dólar, irá permitir que o Banco Central dos Estados Unidos conduza a economia da região para um “pouso suave”. Quanto mais forte estiver o ritmo da atividade, “mais agressivo terá de ser o Fed para conter a demanda”, afirmou.

Por Redação, com Bloomberg – de Washington

A economia norte-americana, segundo o economista Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro dos EUA, não conseguirá controlar a persistente pressão inflacionária na região sem passar por um período de recessão significativa. A taxa de desemprego, que tem permanecido estável em 3,6% ao longo dos últimos meses, deve saltar para patamares acima de 6% em meio a uma desaceleração econômica mais forte do que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) tem sinalizado ao mercado.

Larry Summers
Ex-secretário do Tesouro norte-americano, Larry Summers descarta a tese do ‘pouso suave’

A inflação norte-americano saltou para 9,1% no acumulado de 12 meses encerrado em junho, a mais alta desde 1981.

— Não vamos sair dessa situação sem uma recessão — afirmou Summers, durante participação no evento Expert XP.

‘Pouso suave’

O ex-secretário do Tesouro durante o governo de Bill Clinton disse que não espera por uma recessão em intensidade parecida com a ocorrida durante a pandemia ou na Grande Recessão de 1929, mas ressaltou que ela deve ser “significativa”.

Summers refutou, ainda, a ideia de que a saúde financeira norte-americana, com desemprego baixo e fortalecimento do dólar, irá permitir que o Banco Central dos Estados Unidos conduza a economia da região para um “pouso suave”. Quanto mais forte estiver o ritmo da atividade, “mais agressivo terá de ser o Fed para conter a demanda”, afirmou.

— A visão do Fed de que vai conseguir levar a inflação para baixo sem aumentar os juros substancialmente pode acontecer, mas a história econômica não sustenta esse argumento — concluiu o ex-secretário.

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