Supremo manda Receita paralisar investigações contra ministros

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Publicado quinta-feira, 1 de agosto de 2019 as 18:22, por: CdB

Os diálogos vazados à agência norte-americana de notícias Intercept Brasil revelam que Dallagnol, procurador e coordenador da Lava Jato, incentivou que colegas investigassem os ministros Dias Toffoli, presidente do STF, e Gilmar Mendes; além de seus familiares. A suspensão das investigações é acompanhada do pedido de afastamento de dois servidores da Receita, por quebra indevida de sigilo.

 

Por Redação – de Brasília

 

Após o vazamento de diálogos comprometedores entre o procurador Deltan Dallagnol e seus pares, na Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira, a imediata suspensão de quaisquer investigações em curso, na Receita Federal, contra ministros da Corte e outras autoridades. Moraes encontra “graves indícios de ilegalidade no direcionamento das apurações em andamento”, afirmou no mandato.

Presidente do STF, Dias Toffoli, conversa com o ministro Alexandre de Moraes

Os diálogos vazados à agência norte-americana de notícias Intercept Brasil revelam que Dallagnol, procurador e coordenador da Lava Jato, incentivou que colegas investigassem os ministros Dias Toffoli, presidente do STF, e Gilmar Mendes; além de seus familiares.

A suspensão das investigações é acompanhada do pedido de afastamento de dois servidores da Receita, por quebra indevida de sigilo, uma vez comprovada por meio de um procedimento administrativo disciplinar.

Judiciário

“Considerando que são claros os indícios de desvio de finalidade na apuração da Receita Federal, que, sem critérios objetivos de seleção, pretendeu, de forma oblíqua e ilegal investigar diversos agentes públicos, inclusive autoridades do Poder Judiciário, incluídos Ministros do Supremo Tribunal Federal, sem que houvesse, repita-se, qualquer indicio de irregularidade por parte desses contribuintes”, justificou Moraes em sua decisão.

A decisão do ministro -feira ocorreu no âmbito de um inquérito sobre ameaças e notícias falsas contra ministros da Corte, aberto em março deste ano. Ele também prorrogou o inquérito por mais 180 dias.

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