Surto de coronavírus pode atrapalhar planos de produção da Apple

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Publicado terça-feira, 28 de janeiro de 2020 as 15:50, por: CdB

O plano da Apple de aumentar a produção do iPhone em 10% no primeiro semestre deste ano pode ter um obstáculo no caminho, à medida que o surto de coronavírus se espalha pela China.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Londres

O plano da Apple de aumentar a produção do iPhone em 10% no primeiro semestre deste ano pode ter um obstáculo no caminho, à medida que o surto de coronavírus se espalha pela China, informou o Nikkei Asian Review nesta terça-feira.

iPhones à venda em loja da Apple em Pequim, China
iPhones à venda em loja da Apple em Pequim, China

A empresa pediu a seus fornecedores, muitos dos quais possuem centros de fabricação na China, que produzissem até 80 milhões de iPhones no primeiro semestre de 2020, informou o Nikkei, citando pessoas familiarizadas com os planos da empresa.

Até agora, o surto de coronavírus matou mais de 100 pessoas e infectou mais de 4, 5  mil 0 na China, deixou dezenas de milhões sem poder viajar durante o feriado do Ano Novo Lunar e abalou os mercados globais.

As ações da Apple subiram cerca de 86% em 2019, superando uma alta de 29% no índice S&P 500. As ações da companhia fecharam em queda de quase 3%, a US$ 308,95 na segunda-feira, com temores de que o coronavírus derrube ações de chips e tecnologia dos EUA.

iPhones

Em outubro passado, o Nikkei informou que a Apple pediu a seus fornecedores que aumentassem a produção de modelos do iPhone 11 em até 8 milhões de unidades, ou cerca de 10%, sugerindo que a demanda pelas versões lançadas recentemente de seu smartphone principal estava aumentando.

A Apple não respondeu a um pedido de comentários da agência inglesa de notícias Reuters. A empresa deve divulgar seu balanço financeiro após o fechamento dos mercados nesta terça-feira.

Redes 5G

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, concedeu à Huawei um papel limitado na futura rede móvel 5G do país nesta terça-feira, uma opção que corre o risco de prejudicar suas relações com os Estados Unidos, que temem que a China possa usar a empresa para roubar informações confidenciais.

No maior teste de sua política externa pós-Brexit, Johnson decidiu que “fornecedores de alto risco” seriam excluídos do núcleo sensível das redes e haveria um limite de 35% em seu envolvimento nas partes não sensíveis.

Embora o governo britânico não tenha mencionado especificamente a Huawei, uma declaração do ministério das Comunicações disse que “fornecedores de alto risco” serão excluídos de todas as redes críticas e locais sensíveis, como instalações nucleares e bases militares.

– Esta é uma solução específica do Reino Unido por razões específicas do Reino Unido e a decisão lida com os desafios que enfrentamos no momento – afirmou o secretário de Comunicações Nicky Morgan, após uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, presidida por Johnson.

A decisão desagrada o governo do presidente Donald Trump, que teme que a China use a Huawei para roubar informações e que alertou que se Londres permitir a atuação da Huawei, poderá reduzir sua cooperação com agências de inteligência.

A Huawei, no entanto, estava feliz.

– A Huawei está tranquilizada pela confirmação do governo do Reino Unido de que podemos continuar trabalhando com nossos clientes para manter o lançamento do 5G nos trilhos – disse Victor Zhang, vice-presidente da Huawei.

– Essa decisão baseada em evidências resultará em uma infra-estrutura de telecomunicações mais avançada, mais segura e com melhor relação custo-benefício, adequada para o futuro. Dá ao Reino Unido acesso à tecnologia líder mundial e garante um mercado competitivo.

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