Tabata Amaral e outros sete deputados têm mandatos suspensos no PDT

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Publicado quarta-feira, 17 de julho de 2019 as 14:21, por: CdB

Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO) e Tabata Amaral (SP) foram suspensos.

 

Por Redação – de Brasília

 

A Comissão Nacional de Ética do Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu, nesta quarta-feira, encaminhar ao Diretório Nacional da legenda a decisão de suspender o mandato da deputada Tabata Amaral (SP) e de outros sete parlamentares. Todos votaram contra a orientação do partido, favoravelmente à reforma da Previdência, no primeiro turno.

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Lupi, presidente do PDT, avalia a situação partidária de Tabata Amaral e outros sete parlamentares da legenda

De acordo com o estatuto do PDT, a medida poderá ser agravada, chegando à expulsão dos parlamentares. A comissão tem, agora, 45 dias para elaborar um parecer consultivo, antes de encaminhar a decisão à instância final, que se reunirá nos próximos 90 dias.

Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) , Subtenente Gonzaga (MG) e Tabata Amaral (SP). Estes são os parlamentares suspensos pela comissão. Segundo instância partidária, eles desrespeitaram o”fechamento de questão”, quando a sigla determina que a decisão deve ser seguida por todos os seus integrantes.

Legenda

Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi espera que estes deputados “mudem de posição” no segundo turno da votação da reforma na Câmara, em agosto.

— Como o processo não está esgotado, tem o segundo turno, e acreditamos que o ser humano é o único ser vivo capaz de evoluir, quem sabe alguns evoluem; ouvem o que está se fazendo de maldade com a base da sociedade que ganha até R$ 2.500 e voltem atrás e votem com o partido — disse Lupi, a jornalistas.

Lupi explicou que a suspensão significa que os parlamentares não poderão representar o partido nas direções estaduais e nacional, no Congresso. Eles também não poderão usar a legenda do partido, que ainda decidirá se eles poderão ocupar vagas em comissões na Câmara.

Grupos

No início da semana, o PSB também abriu processo para definir a situação dos deputados da sigla que, contrariando determinação partidária, votaram a favor da reforma da Previdência.

Além do processo disciplinar, com a suspensão das atividades parlamentares, o PDT também decidiu, provisoriamente, não aceitar candidaturas que tenham como patrocínio grupos particulares, como o Renova BR, do qual faz parte a deputada Tabata Amaral.

Segundo Lupi, tratam-se de “grupos clandestinos” que querem substituir os partidos.

— Tem 37 partidos. Se organizem como um partido. Desacreditando, fazendo o que quiser. Faça um partido. É tão simples fazer. Tem 37. Filie-se a um partido, faça um partido e divulgue as suas ideias. Agora, a gente assistir a uma nota de grupo dizendo como parlamentar do PDT deve votar é um acinte à democracia e às instituições partidárias, e que nós não aceitamos mais. Nem sequer daremos legenda. Essa foi a decisão tomada — concluiu.

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