Tabloide pró-democracia de Hong Kong vai encerrar atividades

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Publicado quarta-feira, 23 de junho de 2021 as 11:22, por: CdB

O jornal de Hong Kong vem sendo alvo de investigações da autoridades locais e foi palco de uma grande operação na última semana, que culminou com a prisão de cinco diretores e o congelamento de mais de US$ 18 milhões locais de ativos.

Por Redação, com ANSA – de Hong Kong

O tabloide pró-democracia “Apple Daily” anunciou nesta quarta-feira que publicará sua última edição no dia 24 de junho. O jornal de Hong Kong vem sendo alvo de investigações da autoridades locais e foi palco de uma grande operação na última semana, que culminou com a prisão de cinco diretores e o congelamento de mais de US$ 18 milhões locais de ativos.

‘Apple Daily’ encerrará suas atividades após 26 anos de circulação

Conforme o Apple Daily, a decisão foi tomada pensando na “segurança dos funcionários”. “Obrigado a todos os leitores, assinantes, anunciantes e cidadãos por 26 anos de amor e apoio intenso”, publicou o jornal em seu site.

O jornal foi fundado pela magnata Jimmy Lai em 1995 e, nos últimos anos, o empresário foi alvo de diversas acusações das autoridades chinesas. Atualmente, ele está preso.

No entanto, após atacar o fundador, com base na polêmica nova lei de segurança nacional, Hong Kong virou suas ações contra o Apple Daily em si.

União Europeia

Em nota, o Serviço de Ação Externa da União Europeia, afirmou que a decisão do jornal de encerrar as atividades mostra como a nova legislação faz com que Pequim “sufoque a liberdade de imprensa e a livre expressão de opiniões”.

“O seu fechamento mina seriamente a liberdade e o pluralismo da mídia, que são essenciais para qualquer sociedade aberta e livre. A erosão da liberdade de imprensa é também contrária às aspirações de Hong Kong como centro comercial internacional”, disse ainda o órgão.

Quem também se manifestou foi o governo do Reino Unido que “condenou duramente” a decisão, tomada por conta da “luta contra o dissenso imputada” pela China com a lei de segurança nacional.

Para o Foreign Office, a legislação está tendo “efeitos assustadores” na liberdade de imprensa.

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