Taxa de ocupação de leitos de UTI do SUS no Rio de Janeiro chega a 88,45%

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Publicado quinta-feira, 16 de abril de 2020 as 11:15, por: CdB

A Secretaria municipal de Saúde destaca que esse percentual engloba pacientes com diferentes doenças e vítimas de infartos, de acidente vascular cerebral, entre outras emergências, e não apenas os infectados pelo novo coronavírus.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro informou, nesta quinta-feira, que a taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) da rede do Sistema Único de Saúde (SUS), que inclui as unidades municipais, estaduais e federais em toda a capital fluminense, é de 88,45%.

O percentual engloba pacientes com diferentes doenças
O percentual engloba pacientes com diferentes doenças

A Secretaria municipal de Saúde destaca que esse percentual engloba pacientes com diferentes doenças e vítimas de infartos, de acidente vascular cerebral, entre outras emergências, e não apenas os infectados pelo novo coronavírus (covid-19).

Estão internadas 203 pessoas na UTI da rede SUS com suspeita ou confirmação da covid-19.

Pacientes de várias doenças

O percentual de 88,45% significa que 548 leitos de UTI estão ocupados com pacientes de várias doenças do total de 619 leitos de UTI disponíveis na rede SUS na cidade do Rio.

O estado do Rio de Janeiro registrou 333 novos casos da covid-19 e 41 mortes, nas últimas 24 horas. Com os dados mais recentes, o estado totaliza 3.743 casos e 265 óbitos por infecção pelo novo coronavírus. Os dados foram divulgados na quarta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Há ainda 114 óbitos em investigação.

Profissionais testam positivo

Campanha de testagem diagnosticou 15 profissionais do Hospital Ronaldo Gazolla infectados pelo novo coronavírus. A ação nacional de testagem rápida nos profissionais de saúde “Unidos contra o coronavírus” fez em seis dias um total de 410 testes em médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do hospital, referência no Rio de Janeiro para o tratamento da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Testagem

Seis profissionais testaram positivo com imunoglobulina M (IgM) reagente, o que indica infecção aguda. O IgM é o primeiro anticorpo a ser produzido quando há uma infecção, sendo considerado um marcador de fase aguda da infecção.

Os testes indicaram que cinco profissionais deram positivo com IgM e também imunoglobulinas G (IgG) reagentes, o que significa uma infecção da covid-19 na fase final, mas que o indivíduo ainda pode ser um agente transmissor. O IgG é produzido um pouco mais tardiamente, mas ainda na fase aguda da infecção, porém é produzido de acordo com o microrganismo invasor, sendo considerado mais específico, além de permanecer circulante no sangue, protegendo a pessoa contra possíveis infecções futuras pelo mesmo microrganismo.

Além desses, quatro testes deram positivo apenas com IgG reagente, o que significa uma infecção antiga de covid-19, sem possibilidade de disseminação do vírus.

Campanha

O  projeto idealizado pela iniciativa privada arrecadou R$ 1 milhão e possibilita a oferta de 3,5 mil testes para os profissionais de saúde da cidade do Rio de Janeiro. A campanha  espera atrair novos patrocinadores para ampliar o alcance da testagem para todas as unidades de saúde da capital, assim como para outros municípios e estados.

Nos próximos dias, a campanha vai realizar testagem nos profissionais do Hospital Municipal Jesus, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro, referência no atendimento pediátrico a pacientes com o novo coronavírus.