Técnico do Equador critica falta de entusiasmo do público na Copa América

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Publicado terça-feira, 25 de junho de 2019 as 14:46, por: CdB

Em relação aos estádios, o treinador disse que eles são “espetaculares” e quanto ao estado dos gramados, disse tinham alguns problemas, mas que estavam aprovados.

Por Redação, com EFE – de Belo Horizonte

O treinador da seleção equatoriana, o colombiano Hernán Darío Gómez, comentou na segunda-feira, ao ser questionado sobre o baixo público nos estádios na Copa América, que não viu “muito entusiasmo”, nem “muita motivação” no Brasil durante o torneio.

O treinador da seleção equatoriana, o colombiano Hernán Darío Gómez

– Fiquei realmente surpreso quando o Brasil jogou e (estádio) não estava cheio. Vi que não há muito entusiasmo. Esta é a minha 10ª Copa América e quando se disputa a Copa América, é todo o país com publicidade, motivação e não vi muita motivação aqui – afirmou o técnico.

Em relação aos estádios, o treinador disse que eles são “espetaculares” e quanto ao estado dos gramados, disse tinham alguns problemas, mas que estavam aprovados.

O Equador deu adeus à competição na noite de segunda ao empatar em 1 a 1 com o Japão, no Mineirão, pela terceira rodada do grupo C.

Copa América

Com a conclusão da fase de grupos da Copa América na segunda-feira, ficou definido que o Paraguai será o adversário do Brasil nas quartas de final da competição, na próxima quinta-feira .

O Brasil chega ao confronto como o primeiro colocado do grupo A, com duas vitórias e um empate.

Já o Paraguai se classificou como um dos melhores terceiros colocados da competição, após empatar duas partidas e perder uma pelo grupo B.

Vale lembrar que, nas edições de 2011 e de 2015 da Copa América, o Brasil acabou desclassificado nas quartas de final pelo Paraguai.

Chilenos e uruguaios

No que depender do otimismo, a Copa América deste ano já tem um dono. Ou melhor, dois. Tanto os torcedores do Chile quanto os do Uruguai demonstram total confiança de que suas seleções serão campeãs do torneio. As equipes, que se enfrentaram na segunda-feira no Maracanã, já estão classificadas para a próxima fase, mas o resultado da partida vai decidir o cruzamento.

Quem ficar em primeiro lugar, por exemplo, terá um dia a mais de descanso, o que pode ser fundamental em uma competição apertada como a Copa América, tanto em termos de repouso quanto na recuperação física e de lesões.

“Tenho certeza que ganhamos hoje, muita fé no time, excelente. Será 2 a 0”, disse o uruguaio de Montevidéu Nicolás Lescano. Ele confessa que o Maracanã é como uma segunda casa para os uruguaios. “Temos a experiência de 1950 (quando o Uruguai foi campeão em cima do Brasil)  e isto nos dá muita satisfação”, disse.

Lescano veio ao Brasil junto com a amiga Adriana Fontan Andreo. “Eu respeito o Chile, mas tenho muita fé no Uruguai. Temos a garra que não tem nenhum outro país do mundo. Vamos ser campeões, temos tudo para isso”, disse Adriana, que visita o Brasil pela primeira vez e ficou impressionada com a organização do evento.

A fé dos uruguaios é a mesma dos torcedores chilenos. “Tenho certeza de que ganharemos hoje, 2 a 1. A partida será difícil, com o Uruguai sempre é complicado”, disse o chileno Nicolás Cruz que veio da capital Santiago com o amigo, também chamado Nicolás, de sobrenome Salazar e que está confiante com o futuro da seleção do Chile: “Estou seguro de que o Chile ganha hoje e será campeão. Se ganhamos hoje, o time mostrará que tem condições de ganhar a Copa América”.

Mesmo de muletas, o engenheiro comercial Rodrigo Dominguez, veio do Chile, certo da vitória: “Se ganhamos hoje, seremos campeões. A partida será difícil, como todas que jogamos contra o Uruguai”.

Já os uruguaios contam também com torcedores de outros países, como Diego Campos, colombiano que vive no Rio, mas veio com a camisa celeste. “Hoje ganha o Uruguai. Tem o melhor ataque. O Chile só tem a ajuda de Deus, mas já está acabado”, disse Diego.

Futebol Feminino

Em meio aos recordes de audiência e de venda de ingressos na Copa do Mundo de Futebol Feminino, na França, o Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, reprisou nesta terça-feira trechos do programa que mostra a busca das mulheres pelo reconhecimento no esporte.

O programa entrevistou a artilheira Marta, o coordenador de futebol feminino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Aurélio Cunha, e entrou no alojamento do time de São José dos Campos (SP), três vezes campeão da Copa Libertadores da América e primeiro no Brasil a vencer o Mundial de Clubes Feminino.

Em Minas Gerais, a equipe da TV Brasil conheceu as jogadoras do time de Araguari, que em 1959, 10 meses depois jogar pelo país com pompa e circunstância –, foram proibidas de seguir na carreira devido a uma lei que havia sido imposta no governo Getúlio Vargas.

– Eu me sentia ultrajada toda vez que recebia ‘não’ do então presidente da CBD, João Havelange, para apitar um jogo – relata Lea Campos, a primeira árbitra de futebol do Brasil e do mundo.

Ainda hoje, ultrajes não faltam na carreira de jogadoras que tentam superar os preconceitos e  a invisibilidade no campo, quase sempre sintético, onde a bola não rola do mesmo jeito que nos gramados naturais dos times masculinos.

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