Tecnologia nuclear: Irã investe ‘grandes recursos’ em espionagem na Suécia, diz relatório

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Publicado sexta-feira, 30 de abril de 2021 as 10:36, por: CdB

 

Em seu relatório anual, o Serviço de Segurança da Suécia identificou a República Islâmica como uma das maiores ameaças ao país, dando ênfase especial à busca de tecnologia nuclear.

Por Redação, com Sputnik – de Teerã

Em seu relatório anual, o Serviço de Segurança da Suécia identificou a República Islâmica como uma das maiores ameaças ao país, dando ênfase especial à busca de tecnologia nuclear.

Irã investe ‘grandes recursos’ em espionagem industrial na Suécia, diz relatório

O Irã procura tecnologia sueca para ser utilizada em seu programa de armas nucleares, afirma o Serviço de Segurança da Suécia (Sapo, na sigla em sueco) em seu relatório anual de 2020 divulgado recentemente. De acordo com o Sapo, o Irã “conduz principalmente espionagem industrial e de refugiados contra a Suécia”, visando a comunidade de migrante e a indústria sueca.

“O objetivo principal da liderança iraniana é garantir a sobrevivência do regime respondendo a ameaças internas e externas onde quer que sejam identificadas, incluindo na Suécia”, lê-se no relatório de 88 páginas.

A espionagem de refugiados iranianos na Suécia “é dirigida contra grupos minoritários percebidos pelo regime iraniano como uma ameaça”. O documento que menciona “planejamento e preparativos” na Suécia para mapear os críticos da República Islâmica que poderiam “desestabilizar” o governo.

“O Irã também realiza espionagem industrial, que visa principalmente a indústria de alta tecnologia e produtos suecos que podem ser usados ​​em programas de armas nucleares. O Irã está investindo grandes recursos ​​nesta área e alguns dos recursos são usados ​​na Suécia”, garante o relatório.

Ameaça internacional

O documento, que aponta Teerã como uma das maiores ameaças ao lado de Pequim e de Moscou, também cita “tentativas de recrutamento e tentativas de influenciar pesquisadores na Suécia”. Isso, de acordo com o relatório, é feito para “fortalecer o status econômico e político e o poder militar do país”.

Recentemente, um relatório de 380 páginas da inteligência do Escritório do Estado da Baviera para a Proteção da Constituição (BayLfV, na sigla em alemão) afirmou que o Irã está procurando desenvolver armas de destruição em massa com materiais de origem europeia.

A República Islâmica tem negado constantemente a intenção de desenvolver armamento nuclear e no momento se encontra em negociações com os EUA e outros países no objetivo de restaurar o acordo nuclear, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que visa o não desenvolvimento de armas nucleares.