Telecom Italia se diz pronta para flexibilizar acordo de rede única

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Publicado quinta-feira, 20 de agosto de 2020 as 12:50, por: CdB

A Telecom Italia não aceitará ter menos de 50% de qualquer rede de banda larga, mas está pronta para mostrar flexibilidade em questões como governança e regulamentação, disse o presidente-executivo da companhia em entrevista publicada nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Milão

A Telecom Italia não aceitará ter menos de 50% de qualquer rede de banda larga, mas está pronta para mostrar flexibilidade em questões como governança e regulamentação, disse o presidente-executivo da companhia em entrevista publicada nesta quinta-feira.

A Telecom Italia não aceitará ter menos de 50% de qualquer rede de banda larga
A Telecom Italia não aceitará ter menos de 50% de qualquer rede de banda larga

O governo italiano está tentando intermediar um acordo entre o antigo monopólio da telefonia da Telecom Italia e a rival menor Open Fiber para fundir seus ativos de fibra. Mas diferenças sobre questões como governança e regulamentação criaram um impasse.

Em entrevista ao diário italiano La Repubblica, o presidente-executivo, Luigi Gubitosi, disse que ideias como a Telecom Italia ter participação majoritária em uma rede única, mas apenas uma minoria de assentos no conselho, ou criar diferentes tipos de ações com e sem direito a voto não fazem sentido.

– Podemos, no entanto, considerar acordos de governança como ter uma maioria qualificada para tomar certas decisões – afirmou.

A Telecom Italia, que tem um braço de varejo e um de atacado, disse repetidamente que quer manter o controle de qualquer entidade resultante de fusão com a Open Fiber, enquanto as regulamentações europeias favorecem a adoção de um modelo não integrado verticalmente fora do controle da empresa.

A companhia

Gubitosi disse ao La Repubblica que a companhia, que controla a TIM no Brasil, está pronta para aceitar uma regulamentação sobre a rede única que vá além do modelo usado pela Openreach no Reino Unido, “permitindo que decisões, estratégias e objetivos sejam compartilhados como nenhuma outra operadora faz”.

– Não excluímos ir além do modelo público inglês que hoje, com a Openreach, é considerado o mais autônomo e independente – disse o executivo sem dar detalhes.