Temer confessa que parte da reforma no apartamento da filha coronel pagou

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2018 as 15:48, por: CdB

À Polícia Federal (PF), os delatores da JBS relataram a entrega de R$ 1 milhão em propina ao coronel Lima, amigo e apontado como laranja de Temer.

 

Por Redação – de São Paulo

A um passo de responder por mais uma denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção, o presidente de facto, Michel Temer (MDB), admitiu que parte da reforma da casa de sua filha Maristela Temer foi paga pela mulher do coronel João Baptista Lima Filho. Ele é alvo de investigações e inquérito da Lava-Jato.

— Foi uma reforma regularmente paga, regularmente esclarecida. Eu não tenho os dados do depoimento que ela prestou (na quinta-feira) ao delegado da Polícia Federal. Mas soube que foi tudo pelas melhores — disse Temer. Ele falou ao programa “Poder em foco”, do SBT. 

Michel Temer garante que não será candidato a qualquer cargo, em 2018
Michel Temer, depois de negar, já admite que o amigo coronel Lima pagou por reforma

À Polícia Federal (PF), os delatores da JBS relataram a entrega de R$ 1 milhão em propina ao coronel Lima, amigo e apontado como laranja de Temer. A suspeita é que esse dinheiro tenha sido usado para fazer obra no imóvel de Maristela Temer, na capital paulista. Temer nega tudo. Diz que o pagamento foi legal.

O emedebista também foi questionado sobre o inquérito dos portos, do qual é alvo. Mas não se sentiu confortável em falar sobre o assunto. Afirmou que a reforma da casa de uma de suas filhas, Maristela Temer, foi realizada com “absoluta licitude”.

— Eu lamento que estejamos conversando sobre isso ao invés de conversarmos sobre o Brasil”, afirmou.

Vai preso

O ar blasé do atual inquilino do Palácio do Planalto, contudo, não reduz o risco de ser preso, no dia seguinte que deixar o cargo. O ambiente entre os investigadores é de desprezo e revolta.

A interlocutores, procuradores dizem que o emedebista poderá sofrer medidas cautelares assim que deixar a Presidência da República, em 2019. Uma vez fora da cena política, perderá o foro privilegiado.

Gente muito próxima do político paulistano, a exemplo do advogado José Yunes; do coronel João Baptista Lima Filho e do ex-ministro Wagner Rossi chegaram a ser presos, temporariamente, por conta das denúncias.

Antonio Claudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer; diz ter certeza de que, a partir de janeiro do próximo ano, “começará uma ativa e intensa ação persecutória; de investigação, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal” sobre o cliente.

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