Temer retira-se da disputa eleitoral ao garantir que não visa reeleição

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Publicado sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018 as 14:44, por: CdB

Desde que assumiu o governo, Temer tem afirmado que não disputará as eleições presidenciais de outubro, mas que o governo terá um candidato para defender o seu legado.

 

Por Redação – de Brasília

 

O presidente de facto, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira, de forma veemente, que não será candidato à reeleição. Garantiu, ainda, que o decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro não foi uma “jogada eleitoral”; voltada a aumentar seu cacife para o pleito de outubro.

— Eu não sou candidato. A minha intenção de hoje vai alongar-se pelo tempo todo. Eu não serei candidato — disse Temer.

Michel Temer garante que não será candidato a qualquer cargo, em 2018
Michel Temer garante que não será candidato a qualquer cargo, em 2018

Em entrevista a uma rádio paulistana, garantiu:

— Eu não quero. Eu sou candidato a fazer um bom governo.

Impopularidade

Desde que assumiu o governo, Temer tem dito que não disputará as eleições presidenciais de outubro; mas que o governo terá um candidato para defender o seu legado. Segundo afirmou, a decisão sobre quem será esse candidato será tomada no fim de maio ou início de junho.

Auxiliares próximos do emedebista, no entanto, têm cogitado a hipótese de o próprio Temer ser candidato; apesar da baixa popularidade e das intenções de voto em torno de apenas 1% na pesquisas. O cálculo é que Temer passaria a ser viável como candidato se sua popularidade chegar a 15% e sua rejeição cair a 60%; dos atuais 70%, até abril.

As conversas sobre uma possível candidatura ganharam ainda mais fôlego após a decretação da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, que enterrou a impopular discussão sobre a reforma da Previdência e colocou o combate à violência no topo da agenda do governo. Temer garantiu, no entanto, que a medida não teve qualquer motivação política.

— É uma jogada de mestre, mas não é eleitoral. Você sabe que não tem nada de eleitoral nessa questão — disse, quando questionado se a intervenção seria uma “jogada eleitoral de mestre”.

Reeleição

Apesar da negativa de Temer, o chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, apoiou; em entrevista à revista semanal de ultradireita Veja divulgada nesta sexta-feira; como “necessária” uma candidatura de Temer.

— Ele continua a dizer que não quer, mas o fato é que, como não aprovamos a reforma da Previdência, o nosso trabalho ficou incompleto — disse. Na quinta-feira, já havia afirmado que Temer não é candidato “nesse momento” porque não quer.

Na terça-feira, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia levantado a hipótese de Temer ser candidato à reeleição para defender as reformas implantadas por seu governo. E também nesta semana, o marqueteiro do governo, Elsinho Mouco, afirmou, em declarações publicadas na mídia conservadora, que “Temer já é candidato”.

Desmentido

Mais tarde, em nota, o marqueteiro explicou que as declarações eram opiniões particulares, e que ele não tem alçada para “falar em nome do governo”.

Em resposta a diversas declarações de que o presidente decidiu decretar intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro de olho nas eleições de outubro; inclusive por parte do ex-presidente e pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, afirmou na quarta-feira que a “agenda eleitoral não é, nem nunca será, causa das ações” de Temer.

Na entrevista, Temer afirmou ainda que não será candidato a outro cargo para manter o foro privilegiado; uma vez que é alvo de denúncias de corrupção. Ele garante não ter nenhuma preocupação com as acusações “pífias” contra ele.

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