Tiroteio deixa mortos em universidade nos EUA

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Publicado sexta-feira, 2 de março de 2018 as 13:58, por: CdB

A universidade, localizada cerca de 200 km ao noroeste de Detroit, informou ainda que nenhuma das vítimas era estudante e que o tiroteio parece ter começado como uma disputa“doméstica”

Por Redação, com Reuters – de Nova York:

Pelo menos duas pessoas foram mortas a tiros em um dormitório na Central Michigan University, no Estado norte-americano de Michigan, nesta sexta-feira e a polícia está perseguindo um suspeito, informou a universidade.

Pelo menos duas pessoas foram mortas a tiros em um dormitório na Central Michigan University

O suspeito, um homem de 19 anos, é considerado“armado e perigoso”; de acordo com a conta no Twitter da cidade de Mount Pleasant.

A universidade, localizada cerca de 200 km ao noroeste de Detroit; informou ainda que nenhuma das vítimas era estudante e que o tiroteio parece ter começado como uma disputa“doméstica”.

O incidente acontece cerca de duas semanas depois que 17 estudantes e professores morreram em um ataque com tiros em um escola na Flórida.

O Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos Estados Unidos disse no Twitter que está enviando agentes especiais para ajudar.

Ataque na Flórida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na quarta-feira para um grupo diverso de parlamentares; alguns deles a favor de maiores restrições a armas e outros opostos a controle de armas; criar uma legislação abrangente para evitar ataques a tiros em escolas; após o mais recente massacre no país.

Trump tem cuidadosamente considerado mudanças nas leis de armas; pressionado por uma onda de ativismo estudantil após 17 pessoas serem mortas a tiros em uma escola em Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro.

O presidente republicano, endossado pela poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA) em sua campanha de 2016; tem sido cauteloso para não irritar eleitores opostos a quaisquer contenções de posse de armas; especialmente antes das eleições de novembro; nas quais o controle do partido republicano no Congresso estará em risco.

Mas nesta quarta-feira, no início do quarto dia de discussões sobre políticas de armas; que o presidente teve em uma semana; Trump pressionou o Congresso por algo grande no projeto de lei. Ele disse ter falado a autoridades da NRA que“precisamos parar esta loucura. É hora”.

Trump expressou aprovação

Trump expressou aprovação à expansão de verificações de antecedentes para compradores de armas; e aumento da idade legal de 18 para 21 anos para compra de rifles; dizendo que irá considerar seriamente uma ideia rejeitada pela NRA.

– Nós vamos bolar algumas ideias – disse. “Esperamos poder colocar estas ideias em um projeto de lei bipartidário. Será muito lindo ter um projeto de lei que todos possam apoiar, ao contrário dos – vocês sabem – 15 projetos, todos têm seus próprios projetos”.

Dezessete senadores e deputados foram convidados para a sessão desta quarta-feira; uma mistura de republicanos e democratas entre um amplo espectro de pontos de vista sobre como impedir ataques a tiros em escolas.

 Mesas redondas anteriores, todas abertas para câmeras de TV; incluíram alunos e pais, autoridades da aplicação da lei e governadores.

Casa Branca

Antes do encontro na Casa Branca, diversos senadores republicanos disseram haver pouco consenso no partido sobre como abordar; a questão ou até mesmo sobre seguir em frente debatendo um projeto de lei para melhorar a base de dados de verificações de antecedentes para compradores de armas.

– Eu não ouvi um consenso. Eu não sei o que o líder (senador Mitch McConnell) irá fazer – disse o senador John Kennedy após um almoço republicano no Capitólio.

Kennedy, que expressou preocupações sobre o projeto de lei de verificação de antecedentes, disse sempre haver uma chance de nada acontecer.

Na Casa Branca, o senador democrata Chris Murphy, de Connecticut, disse a Trump que esforços anteriores para aprovar projetos de lei de verificação de antecedentes enfrentaram grandes obstáculos por conta da NRA, e alertou o presidente contra subestimar a influência política do grupo.

– A razão de nada ser feito aqui é porque o lobby de armas possui poder de veto sobre qualquer legislação que surja para o Congresso – declarou Murphy.

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