Tiroteio interrompe live de grupo de pagode em Angra dos Reis

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Publicado segunda-feira, 27 de julho de 2020 as 11:16, por: CdB

Segundo a polícia, todas as pessoas que estavam na festa foram autuadas por descumprimento de medida sanitária preventiva, com base no artigo 268 do Código Penal. “No local, os agentes encontraram frascos de lança-perfume e indícios de consumo de drogas.

Por Redação, com ABr e ACS – do Rio de Janeiro

Um tiroteio na tarde de domingo interrompeu a gravação ao vivo da apresentação do grupo de pagode Aglomerou em uma casa em Angra dos Reis, na costa verde fluminense. Os músicos pararam a live quando policiais entraram no imóvel e foram ouvidos tiros. A residência que era alvo dos policiais era vizinha à de onde era feita a gravação.

Residência alvo era vizinha à de onde era feita a live
Residência alvo era vizinha à de onde era feita a live

Segundo a Polícia Civil, agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), realizaram a ação referente a uma investigação da especializada.

Os policiais checavam informação de uma casa onde estaria sendo feita uma festa desde sábado com criminosos foragidos da Justiça.

“Com a aproximação dos agentes, alguns criminosos correram em direção a um mangue e efetuaram disparos em direção aos policiais, que ainda tentaram localizá-los, sem sucesso”, informa a nota.

Segundo a polícia, todas as pessoas que estavam na festa foram autuadas por descumprimento de medida sanitária preventiva, com base no artigo 268 do Código Penal. “No local, os agentes encontraram frascos de lança-perfume e indícios de consumo de drogas. Algumas pessoas que estavam na festa também possuíam anotações criminais por diversos crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa, mas sem mandados pendentes”.

Criminosos

De acordo com a polícia, “para evitar que alguém pudesse ser ferido durante uma possível fuga dos criminosos, os agentes entraram simultaneamente na casa ao lado onde estava sendo realizada a diligência” e a live do grupo musical foi interrompida.

Em uma rede social, os integrantes do grupo de pagode postaram um vídeo relatando que todos estavam bem após o episódio e que iriam remarcar a gravação da apresentação musical.

Redução de homicídios

No último dia 2, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em uma força tarefa, realizou uma operação para desarticular uma organização criminosa de milícia que atua em Nova Iguaçu, um dos 13 municípios da Baixada Fluminense, área atendida pela DHBF. Na ação, um policial militar que chefiava a organização, investigada ainda por diversos homicídios, na Baixada Fluminense, foi preso.

Em outra ação, em março desse ano, os agentes prenderam o chefe de uma organização criminosa de tráfico de drogas, do Roseiral, em São João de Meriti. Contra ele havia 12 mandados de prisão pelos crimes de organização criminosa, homicídio, tráfico e associação para o tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo. O criminoso foi identificado ainda como autor do homicídio do policial militar Dani dos Santos e Silva, morto em 2017 na comunidade do Roseiral.

As prisões fazem parte de uma ação estratégica da DHBF de combate às organizações criminosas para reduzir os índices de homicídio naquela região. De janeiro a junho desse ano, a DHBF realizou 55 prisões de homicidas, entre elas diversas lideranças de organizações criminosas de tráfico de drogas e milícia.

– Só esse ano retiramos das ruas mais de 50 criminosos envolvidos com homicídios praticados na Baixada Fluminense. A maior parte dos presos integram organizações criminosas de tráfico ou milícia que tentam impor medo e insegurança na região – afirmou o delegado Moyses Santana, titular da DHBF.

A ações vem refletindo nos dados de homicídios na Baixada Fluminense que tem apresentado constante queda desde 2017, chegando ao menor número da série histórica em 2020. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), de janeiro a maio de 2017 ocorreram 854 mortes na Baixada, enquanto em 2018 foram registrados 701 homicídios e em 2019 foram 536 assassinatos. A menor queda ocorreu em 2020 quando foram registrados 435 homicídios.

– Mesmo com a pandemia, os homicídios continuaram ocorrendo na Baixada devido a disputa territorial entre o tráfico e a milícia. Um levantamento que fizemos mostrou que a milícia está por trás de 29% dos homicídios e o tráfico de 24% dos assassinatos ocorridos na região. Estamos trabalhando para reduzir cada vez mais esses número – concluiu ele.