Tombo histórico no setor de serviços marca fim prematuro de benefício social

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Publicado quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021 as 17:20, por: CdB

Considerando apenas o mês de dezembro, o setor também teve quedas na comparação com novembro de 2020 (-0,2%) e em relação a dezembro de 2019 (-3,3%), quando foi cancelado o benefício social estabelecido pelo Congresso. A receita nominal caiu 7,1% no acumulado do ano e de 2,3% na comparação com dezembro de 2019.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O setor de serviços registrou queda histórica de 7,8% em seu volume no acumulado do ano de 2020. Esse foi o recuo mais intenso do indicador desde o início da série iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, em relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

O setor de serviços é considerado o motor da economia, mas está cada vez mais pressionado
O setor de serviços é considerado o motor da economia, mas está cada vez mais pressionado

Considerando apenas o mês de dezembro, o setor também teve quedas na comparação com novembro de 2020 (-0,2%) e em relação a dezembro de 2019 (-3,3%), quando foi cancelado o benefício social estabelecido pelo Congresso. A receita nominal caiu 7,1% no acumulado do ano e de 2,3% na comparação com dezembro de 2019. Na comparação com novembro, no entanto, houve crescimento de 0,7% na receita.

Volume

No acumulado de 2020, o volume de serviços caiu em quatro dos cinco segmentos pesquisados. Os serviços prestados às famílias tiveram o maior impacto na queda dos serviços em 2020: 35,6%. O resultado veio do desempenho ruim de atividades como restaurantes, hotéis e atividades de condicionamento físico, devido à pandemia de covid-19.

Também apresentaram redução no volume os segmentos de serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-7,7%) e de informação e comunicação (-1,6%).

Tombo

O único dos cinco segmentos com alta no volume em 2020 foi o setor de outros serviços (6,7%), impulsionado, em grande parte, pelo bom desempenho das empresas que atuam nos segmentos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades de administração de fundos por contrato ou comissão; recuperação de materiais plásticos; e corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde.

“O volume de serviços ainda se encontra 3,8% abaixo do patamar de fevereiro, quando as medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19 ainda não haviam sido adotadas”, informa a pesquisa do IBGE. Na véspera, o Instituto divulgou que o comércio fechou 2020 com crescimento anual de 1,2%, com um tombo registrado em dezembro na ordem de 6,3%. Já a indústria caiu 4,5%.

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