Tony Blair quer união mundial contra a Aids

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Publicado segunda-feira, 1 de dezembro de 2003 as 03:58, por: CdB

O primeiro-ministro britânico Tony Blair fez um apelo nesta segunda-feira, Dia Mundial da Luta contra a Aids, para que a comunidade mundial lute contra a doença junto com os países pobres.

A Grã-Bretanha fará um ‘apelo à ação’ neste dia, que será detalhado pelo ministro do Desenvolvimento Internacional, Hilary Benn, segundo destacou Blair em uma carta publicada pelo The Sun, tablóide mais lido do país (tiragem de 3,5 milhões exemplares por dia)

Este plano ‘lança as medidas que prevemos para quando assumirmos a presidência do G8, (o grupo dos países mais desenvolvidos do mundo) e da União Européia em 2005 com o objetivo de garantir que o combate à Aids continua sendo prioridade internacional’, declarou.

– Estou decidido a que este país não se limite a combater a Aids, mas que seja o incentivador que o mundo precisa para se concentrar no que devemos fazer juntos – acrescentou.

– Porque estou convencido de que combater a epidemia de Aids aqui e no exterior é vital para todos nós – disse Blair, frisando a necessidade de que a comunidade mundial atue de forma conjunta.

– Temos muito o que fazer, como falamos eu e o presidente (americano) Bush com especialistas africanos e internacionais durante sua visita há dez dias à Grã-Bretanha – acrescentou Blair.

Tony Blair expressou seu orgulho pelo fato do seu país ser o segundo doador mundial depois dos Estados Unidos para a luta contra a Aids, atuando diretamente em 40 países.

– Não há nenhuma razão para relaxarmos na Grã-Bretanha. Apesar do nível de infecção ser baixo em comparação com outros países europeus, a doença continua avançando – explicou.

– Estamos aperfeiçoando os tratamentos aqui e esta será uma das grandes prioridades dos esforços internacionais para combater a epidemia – disse.

Cerca de 40 milhões de pessoas são soropositivas no mundo, entre elas 2,5 milhões de menores de 15 anos, segundo os números divulgados esta semana pela OnuAids.

A África subsaariana continua sendo a região mais afetada pela epidemia. Em 2003, cerca de 26,6 milhões de africanos são portadores do HIV, 3,2 milhões deles infectados durante o ano em curso. Entretanto, apenas 50 mil tinham acesso à terapia anti-retroviral até o final de 2002.