Tóquio 2020 precisa ser flexível se vacina não estiver pronta, dizem especialistas

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Publicado segunda-feira, 20 de abril de 2020 as 14:08, por: CdB

A Olimpíada de Tóquio prevista para julho de 2021 será um evento “singularmente arriscado”, exigindo flexibilidade dos organizadores em meio à incerteza da pandemia de covid-19, principalmente se uma vacina não tiver sido lançada até a data, segundo especialistas médicos.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

A Olimpíada de Tóquio prevista para julho de 2021 será um evento “singularmente arriscado”, exigindo flexibilidade dos organizadores em meio à incerteza da pandemia de covid-19, principalmente se uma vacina não tiver sido lançada até a data, segundo especialistas médicos.

Tóquio 2020 precisa ser flexível se vacina contra coronavírus não estiver pronta
Tóquio 2020 precisa ser flexível se vacina contra coronavírus não estiver pronta

O Japão e o Comitê Olímpico Internacional tomaram no mês passado a decisão sem precedentes de adiar os Jogos por um ano, enquanto o mundo luta contra o vírus que já infectou 2,3 ​​milhões de pessoas e matou mais de 150 mil em escala global.

Mas ainda há dúvidas sobre se os Jogos podem ocorrer daqui a 15 meses, já que uma vacina ainda pode demorar pelo menos um ano, de acordo com as estimativas mais otimistas.

– Quando falamos em trazer esportes de volta a estádios lotados, acredito ser algo que teremos que esperar pela vacina – disse Zach Binney, epidemiologista da Emory University, nos Estados Unidos.

A Olimpíada Tóquio 2020

A Olimpíada Tóquio 2020 está programada para acontecer de 23 de julho a 8 de agosto do próximo ano, mas os organizadores esperam poucas mudanças no plano original, incluindo a participação de torcedores.

No entanto, isso pode ser otimista demais, afirmou Binney, especialista em aspectos da saúde dos atletas, à Reuters.

– Toda pessoa que você adiciona a uma reunião aumenta o risco – disse Binney. “Então, quando você chega a 50 mil, 70 mil, 100 mil (torcedores) … isso representa um enorme risco a ser assumido sem uma vacina.”