Torcidas organizadas do Internacional são alvos de operação policial

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Publicado sexta-feira, 17 de janeiro de 2020 as 13:29, por: CdB

As torcidas organizadas do Sport Club Internacional são alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça do Torcedor.

Por Redação, com ABr – de Brasília/São Paulo

As torcidas organizadas do Sport Club Internacional são alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça do Torcedor.

Estão sendo cumpridos16 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços dos investigados
Estão sendo cumpridos16 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços dos investigados

Com o apoio da Brigada Militar, os policiais civis estão cumprindo desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira 16 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços dos investigados.

As ações autorizadas pelo Juizado do Torcedor de Porto Alegre ocorrem na capital gaúcha e nas cidades da região metropolitana e são resultados das investigações do confronto entre integrantes das torcidas organizadas ocorridos após o término da partida do Internacional contra o Clube Atlético Mineiro, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2019, no dia 8 de dezembro do ano passado.

“Os fatos se deram nas dependências do Estádio Beira-Rio, nas proximidades da Avenida Padre Cacique, em local de grande circulação de pessoas. O confronto foi divulgado pela imprensa e pelas redes sociais na época dos fatos, impressionando a todos pela violência das agressões”, diz a nota do MP.

Justiça

O promotor de Justiça com atuação na Promotoria de Justiça Especializada do Torcedor, Rodrigo da Silva Brandalise, disse que os fatos “apontam a intenção de demonstração de maior predominância de uma parcela da torcida organizada sobre as outras, inclusive como foi verificado em postagem em redes sociais que foram encaminhadas ao Ministério Público”.

Segundo o promotor, as imagens que acompanham os pedidos feitos mostram que muitas pessoas foram expostas aos riscos de serem atingidas e que houve, inclusive, “atos de violência contra integrante da imprensa que cobria os fatos”.

“Os elementos coletados também apresentam o risco de envolvimento destes torcedores em outros fatos semelhantes, sejam confrontos entre si, sejam com outras torcidas, em face dos campeonatos previstos para o ano de 2020”, diz a nota.

Operação Darknet

Em artigo publicado na revista científica Nature três policiais federais apresentaram as estratégias usadas para o combate às redes de pornografia infantil. O trabalho faz uma análise da Operação Darknet que investigou, de 2014 a 2016, criminosos que atuavam em diversas partes do território brasileiro e no exterior. O estudo foi desenvolvido pelos policiais Bruno Requião da Cunha, Luiz Walmocyr dos Santos Júnior e Jean Fernando Passoldem em parceria com pesquisadores da Universidade de Limerick, na Irlanda.

As redes de produção e distribuição de conteúdo envolvendo abuso de crianças e adolescentes se organizam, segundo a descrição feita pelos pesquisadores, na chamada dark web, parte da Internet que necessita de ferramentas específicas para ser acessada e com maiores possibilidades de anonimato. Pelos resultados da operação da Polícia Federal, os estudiosos apontam que apesar das redes envolverem milhares de usuários, a maior parte da distribuição é feita por um pequeno número de usuários.

Redes centralizadas

Segundo o estudo, apenas 7,4% dos membros das redes efetivamente publicam conteúdo ilegal e metade dos acessos a esses vídeos e fotografias é feito por um grupo de 0,27% dos participantes da rede. Os pesquisadores ressaltam que essa é uma “diferença marcante em relação a outras redes clandestinas”.

Nos dois anos de investigação, a Operação Darknet identificou, de acordo com o artigo, 182 usuários da rede de distribuição de pornografia infantil com quase 10 mil membros. Com o monitoramento do fórum, foi possível solicitar mandados de busca e apreensão e prisão para alguns dos elos considerados chave no esquema.

Os pesquisadores destacam que apesar de ser uma rede “robusta”, a operação foi bem-sucedida em interromper a maior parte das atividades criminosas. Segundo o artigo, apenas 10 usuários eram responsáveis por um terço das visualizações dos conteúdos de abuso, sendo que 8 deles foram presos na ação. No cálculo final, a operação conseguiu chegar aos membros que eram responsáveis por 60% do movimento no esquema.

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