Trabalhadores teriam encontrado ‘salas subterrâneas’ no epicentro da explosão de Beirute

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Publicado segunda-feira, 10 de agosto de 2020 as 14:29, por: CdB

Pesquisadores que trabalham perto do local da explosão na zona portuária de Beirute, Líbano, descobriram o que poderia ser uma série de instalações subterrâneas, levando à esperança de que algumas das pessoas ainda consideradas desaparecidas possam ser encontradas aí vivas.

Por Redação, com Sputnik – de Beirute

Pessoas que estão investigando diretamente o local da explosão mortífera relataram “salas subterrâneas de pânico”, que poderiam abrigar pessoas desaparecidas, de acordo com Sky News Austrália.

Equipes de resgate russas e turcas se uniram ao Exército libanês e às forças de defesa civil na busca de provas e de sobreviventes
Equipes de resgate russas e turcas se uniram ao Exército libanês e às forças de defesa civil na busca de provas e de sobreviventes

Pesquisadores que trabalham perto do local da explosão no último dia 4  na zona portuária de Beirute, Líbano, descobriram o que poderia ser uma série de instalações subterrâneas, levando à esperança de que algumas das pessoas ainda consideradas desaparecidas possam ser encontradas aí vivas, informou o canal Sky News Austrália.

De acordo com a mídia, os espaços subterrâneos podem ser “uma série de salas subterrâneas de pânico”. Trabalhadores estão cavando através dos escombros de um depósito de grãos destruído nas proximidades para abrir as instalações.

“Eles sabem que há aqui um labirinto de câmaras subterrâneas. Eles descobriram a abertura de apenas uma delas (…). E é isso que mantém vivas as esperanças dos familiares, que seus entes queridos conseguiram de alguma forma chegar àquele abrigo”, disse fonte.

Equipes de resgate russas e turcas se uniram ao Exército libanês e às forças de defesa civil na busca de provas e de sobreviventes. Ao todo, 21 pessoas continuam desaparecidas, em meio a mais de 200 mortos e mais de seis mil feridos.

Tragédia de Beirute

A poderosa explosão do último dia 4 atingiu grande parte do porto e dos blocos circundantes, com milhares de edifícios em Beirute tendo suas janelas explodidas pela onda de choque. A causa do incidente permanece pouco clara, embora se estime que houvesse 2.750 toneladas de nitrato de amônio em um dos armazéns do porto, trazido para a cidade em um navio em 2013, e localizado lá desde então em meio a uma batalha legal entre autoridades e tribunais.

Especialistas em explosivos estimam que o nitrato de amônio teve um rendimento equivalente entre 200 e 500 toneladas de TNT, próximo ao de uma pequena bomba nuclear tática.

O presidente libanês Michel Aoun não descartou a possibilidade de um ataque deliberado, dizendo na última sexta-feira que, juntamente com a “negligência”, as autoridades ainda estão investigando se o incidente foi causado por “interferência externa através de um míssil ou bomba”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou não descartar que o incidente possa ter sido “um ataque”.

A própria investigação da explosão provocou um conflito político, que já levou à renúncia do governo libanês. Vários países expressaram desejo de ajudar Beirute no incidente. No domingo, o presidente brasileiro Bolsonaro (sem partido) anunciou uma missão de auxílio ao Líbano.

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