Tráfico de drogas e delação premiada rondam base aliada do presidente

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Publicado sexta-feira, 3 de setembro de 2021 as 17:27, por: CdB

Assessor do senador Marcos Rogério, Marcelo Leite é acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de cocaína entre os Estados de Rondônia e Ceará. Em 15 dias, a organização criminosa da qual ele faria parte chegou a receber R$ 1,5 milhão pelo tráfico. O assessor está foragido da Justiça.

Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

Funcionário de confiança do senador bolsonarista Marcos Rogério (DEM-RO), o assessor parlamentar Marcelo Guimarães Cortez Leite, que também trabalhou para o ex-senador Expedito Júnior (PSDB), nome próximo ao hoje deputado Aécio Neves (PSDB-MG), tornou-se alvo da Operação Alcance, deflagrada nesta semana, pela Polícia Federal (PF).

Marcos Rogério
O senador Marcos Rogério (DEM-RO) e o agora deputado Aécio Neves integram a base aliada a Bolsonaro

Leite é acusado de envolvimento em um esquema de tráfico de cocaína entre os Estados de Rondônia e Ceará. Em 15 dias, a organização criminosa da qual ele faria parte chegou a receber R$ 1,5 milhão pelo tráfico, de acordo informações vazadas à mídia conservadora. O assessor, que está foragido da Justiça, começou a trabalhar para Expedito como assistente parlamentar em 2008.

Marcelo Leite aparece entre comissionados no gabinete de Expedito Júnior em 2008. O tucano foi um dos principais aliados de Aécio Neves em Rondônia. Em 2014, durante as eleições, apareceu confraternizando com o ex-governador mineiro. Em novembro daquele mesmo ano, um helicóptero da família do empresário Zezé Perrella, amigo de Aécio, foi apreendido com 445 quilos de pasta base de cocaína, em uma fazenda no Espírito Santo.

A droga chegou a ser associada ao nome de Aécio, com rumores de que, quando governador, ele teria sido internado com crise de overdose.

Promotoras

Os possíveis envolvimentos de parlamentares da base aliada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no entanto, não terminam por aí. Com o apoio da cúpula da Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, uma delegada visitou um condomínio de luxo onde mora a viúva do miliciano Adriano Nóbrega. A policial foi tratar de uma proposta de delação premiada sobre o chamado “escritório do crime”, com atuação nos Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais.

Embora o duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes estivesse na pauta de um pretenso acordo de delação, os encontros com Júlia Lotufo ocorreram sem que o delegado e as promotoras responsáveis pelo caso tivessem conhecimento sobre a oferta. Em maio e junho deste ano, foram ao menos dois encontros em um condomínio na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste da Cidade.

Em nota distribuída à imprensa, a Secretaria de Polícia Civil afirmou que “ameaças à segurança e os problemas com o funcionamento da tornozeleira da presa criaram a necessidade das idas da delegada e membros de sua equipe ao local onde Júlia cumpre prisão domiciliar”. Ainda segundo a nota, “todas as medidas adotadas foram comunicadas às autoridades competentes”.

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