Tráfico de influência é uma constante no atual governo, afirma senador

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Publicado quinta-feira, 2 de setembro de 2021 as 14:40, por: CdB

Tolentino também é amigo do deputado Ricardo Barros (DEM-PR), líder do governo na Câmara. Além dele, é também o caso do advogado Marconny Albernaz de Faria, suspeito de atuar como lobista da Precisa Medicamentos, que foi intermediária na venda superfaturada da vacina indiana Covaxin.

Por Redação – de Brasília

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), os avanços das investigações da CPI da Covid demonstram que o crime de tráfico de influência é prática “permanente” no governo Bolsonaro. Como exemplo, citou o caso do advogado Marcos Tolentino, suposto sócio oculto do FIB Bank. 

cpi da covid
Integrante da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) aponta o aumento das dificuldades para Bolsonaro

Tolentino também é amigo do deputado Ricardo Barros (DEM-PR), líder do governo na Câmara. Além dele, é também o caso do advogado Marconny Albernaz de Faria, suspeito de atuar como lobista da Precisa Medicamentos, que foi intermediária na venda superfaturada da vacina indiana Covaxin. 

— Nas quebras do inquérito que trata da venda de testes para o governo do Pará, ele (Marconny) foi flagrado em várias tratativas com integrantes do Ministério. E há essa informação de que ele teria, inclusive, ajudado a viabilizar burocraticamente uma empresa do filho do presidente — afirmou Humberto Costa, à agência brasileira de notícias Rede Brasil Atual (RBA), nesta quinta-feira.

Atestado

Para o senador, as relações entre Jair Renan e o lobista da Precisa são “secundárias”, “mas também demonstram o tipo de relação das pessoas que estão no poder”.

Humberto destaca, ainda, que Tolentino é figura conhecida, em Brasília, “há muito tempo, nesse meio da corrupção envolvendo o setor público”.

— Identificamos forte ligação dele com o líder do governo, Ricardo Barros. E sua oitiva é muito importante para que possamos desvendar essa rede de tráfico de influência que existia no ministério — aponta o senador.

O advogado deveria ter sido ouvido ontem pela CPI. Mas ele apresentou atestado médico emitido pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, alegando sofrer de hipopotassemia (perda de potássio no sangue) grave.

No entanto, a Comissão revelou vídeo de uma entrevista de Tolentino no dia anterior em aparece saudável. Marconny também chegou a apresentar atestado, alegando sofrer de “dor pélvica“. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ligou para o hospital.

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