Tratamentos alternativos beneficiam pacientes no Iaserj

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Publicado terça-feira, 12 de novembro de 2019 as 14:15, por: CdB

A unidade, ligada à Secretaria de Saúde (SES), é referência na rede estadual Fluminense quando o assunto é o tratamento de dor crônica.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que, entre 2017 e 2018, aumentou o número de atendimentos das práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde (SUS).

As pessoas interessadas neste tratamento devem passar pelo Sistema de Regulação
As pessoas interessadas neste tratamento devem passar pelo Sistema de Regulação

Os dados apontam para um aumento de mais de 126%, passando de 157 mil para 355 mil. Entre eles, está a medicina tradicional chinesa, com as sessões de acupuntura e auriculoterapia, serviços oferecidos gratuitamente no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado, o Iaserj. A unidade, ligada à Secretaria de Saúde (SES), é referência na rede estadual Fluminense quando o assunto é o tratamento de dor crônica.

– Grande parte das patologias que chegam ao Iaserj são traumas ortopédicos ou neurológicos. São pacientes que se queixam de dores na coluna, joelhos ou fascites plantares. Alguns deles têm problemas crônicos, com cerca de 2 ou 3 anos de tratamento, não apresentam melhoras e seguem sofrendo com dores – explicou o chefe do setor de fisioterapia e terapia ocupacional do Iaserj, o médico Anísio Neto.

Acolhimento

Após passar pelo Núcleo de Acolhimento e Triagem, os pacientes sãoencaminhados para os demais núcleos, Acupuntura, Traumato Ortopedia e Neurologia. Após avaliação, ele pode ir para Terapias Manuais ou Dor Referenciada. O ambulatório de acupuntura, liderado pelo médico Noelio Duarte, é um dos mais buscados.

– A abordagem terapêutica apresenta resultados excelentes, além de rápidos. O foco não é a dor e sim, o paciente. A nossa proposta é a visão integral do paciente. Utilizamos aqui a eletroneuroacupuntura, que é uma especialização dentro da acupuntura, que nos permite ver o resultado imediato em apenas duas sessões – falou Noelio.

Segundo ele, a eletroneuroacupuntura consiste em introduzir agulhas nos pontos dolosos com descargas elétricas dadas por um computador programado para aquele tipo de dor. O protocolo tem 10 sessões. Cerca de 95% dos pacientes saem sem qualquer tipo de dor.

Auriculoterapia: opção para diagnósticos

Conhecida como um ramo da acupuntura, a auriculoterapia é a estimulação mecânica de pontos específicos no pavilhão auricular para o tratamento de dores e/ou problemas físicos e psíquicos. Estes pontos, chamadas de zonas específicas distribuídas na superfície auricular, conseguem refletir a atividade funcional de todo o organismo. A responsável pelo atendimento aos pacientes é a fisioterapeuta Rosana Duarte.

– Temos uma visão holística do paciente e, além do pavilhão auricular, também observamos o pulso e a língua do paciente, que nos ajuda a verificar o funcionamento de órgãos e vísceras. Utilizamos desde sementes de mostarda ou de colza, que ficam presas à pele com esparadrapo, de forma que façam pressão nos pontos auriculares– contou a profissional.

Mais qualidade de vida

Aos 95 anos, dona Clarinda da Costa Santos precisava das muletas até mesmo dentro de casa. Desde julho deste ano ela ganhou mais mobilidade e qualidade de vida. A filha dela, Cássia Maria, estava a acompanhando a mãe em mais uma sessão de acupuntura.

– Era uma queixa recorrente as dores no joelho da minha mãe. A partir do momento que ela começou o tratamento, ela tem se sentido melhor. Antes, era preciso andar se segurando e ela mesmo diz que se sente muito melhor. O tratamento está valendo a pena – revelou a filha de Clarinda.

 Ednéia dos Santos tem quatro hérnias de disco e, por muito tempo, sofria com dores no cóccix, lombar e na cervical.

– Eram tantas dores que me impediam de andar e sair de casa. Meu marido precisava me ajudar até para me vestir. Hoje, sou outra pessoa. No início do tratamento, chegava amparada ao Iaserj – concluiu a moradora de Ramos, de 58 anos.

As pessoas interessadas neste tratamento devem passar pelo Sistema de Regulação (SISREG) através de do atendimento inicial pela Clínica na Família ou ponto de saúde mais próximo da residência.

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