Três escudos

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Publicado quinta-feira, 17 de dezembro de 2020 as 09:55, por: CdB

O primeiro deles é o SUS, cuja efeméride foi comemorada ontem, dia 15 e que precisa ser constantemente fortalecido. Quando digo SUS quero dizer também toda a comunidade da saúde (excetos os contrários à vacinação e os defensores da cloroquina).

Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo

Para enfrentar a tempestade perfeita que assolará o Brasil procuro alguns escudos para a proteção do povo.

O primeiro deles é o SUS, cuja efeméride foi comemorada ontem, dia 15 e que precisa ser constantemente fortalecido. Quando digo SUS quero dizer também toda a comunidade da saúde (excetos os contrários à vacinação e os defensores da cloroquina), os funcionários e gestores que garantem um imenso serviço nacional, coordenado e descentralizado e têm a comprovada experiência de vacinações em massa com a simpática “Gotinha que salva”. O SUS salva vidas.

Para enfrentar a tempestade perfeita que assolará o Brasil procuro alguns escudos para a proteção do povo
Para enfrentar a tempestade perfeita que assolará o Brasil procuro alguns escudos para a proteção do povo

O segundo escudo é a imensa e molecular rede de solidariedade ativa que minimiza as agruras do povo pobre. São milhares de organizações dos movimentos sociais, de bairros e moradores, de ONGs, de igrejas que sensibilizadas pelas dificuldades e carências trabalham incansavelmente. Ao invés de se preocuparem prioritariamente com as ceias de Natal das famílias em pandemia, vão às ruas para garantir um Natal sem fome de milhões.

Grandes empresas abandonaram o modo solidário

Deve-se notar que as grandes empresas abandonaram o modo solidário (divulgado durante muito tempo em cada edição do Jornal Nacional) e se retraíram egoistamente quando ficou maior a necessidade de auxílio.

O terceiro escudo (externo um desejo) é o conjunto dos trabalhadores organizados dirigidos pelo movimento sindical. As direções, convencidas de sua responsabilidade social e relevantes institucionalmente podem e devem ser um centro unitário de defesa da vida e das condições materiais de sobrevivência do povo, assim como garantiram, depois de uma década de lutas, a política nacional de valorização do salário mínimo (agora abandonada).

A tempestade perfeita virá e estes três escudos serão decisivos na defesa da vida, da solidariedade e dos necessários recursos aos trabalhadores e ao povo.

 

João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil