Três mortes em 10 dias, no Rio, denunciam rede de clínicas ilegais

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Publicado quarta-feira, 25 de julho de 2018 as 14:12, por: CdB

Adriana Ferreira Capitão Pinto, de 41 anos, morreu uma semana após se submeter a uma lipoaspiração no abdômen e a uma lipoescultura nos glúteos em uma clínica em Niteroi

Por Redação, com agências de notícias – do Rio de Janeiro:

Policiais civis do Rio de Janeiro investigam mais uma morte que pode ter sido provocada por procedimentos estéticos. Adriana Ferreira Capitão Pinto, de 41 anos, morreu uma semana após se submeter a uma lipoaspiração no abdômen e a uma lipoescultura nos glúteos em uma clínica em Niteroi, na região metropolitana do Rio, no dia 16 deste mês.

Lilian, Mayara e Adriana morreram após se submeterem a procedimentos estéticos

Em depoimento, o marido da vítima contou que na noite do último domingo a esposa se queixou de falta de ar e às 4h da manhã foi ao banheiro e desmaiou.

Adriana foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Mas de acordo com a CER Barra (Coordenação de Emergência Regional da Barra da Tijuca), a paciente já chegou à unidade em parada cardiorrespiratória.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a médica responsável pelo procedimento, Geysa Leal Corrêa, não tinha especialização para a cirurgia,

Geysa se defendeu nas redes sociais, afirmando que é pós-graduda em Cirurgia Geral pela Faculdade Redentor e em Medicina e Cirurgia Plástica Estética pela UVA (Universidade Veiga de Almeida).

O advogado da médica, disse que a cliente lamenta a morte da paciente, mas ressaltou que a “fatalidade não tem qualquer relação com alguma falha tanto no procedimento, bem como de algum tipo de cuidado preventivo ou pós procedimento”. Ele disse ainda que Adriana fez todos os exames necessários e se mostrou apta para passar pela cirurgia.

– O procedimento foi realizado com monitoramento, em local estéril e sem qualquer intercorrência. A paciente foi liberada para casa, sendo sempre acompanhada pela médica. A fatalidade ocorreu uma semana após, sendo apontada trombose como causa da morte. Tal fatalidade poderia ocorrer com qualquer pessoa que tivesse se submetido a um procedimento médico, pois trata-se uma um evento previsível, porém indesejado, descrita na literatura médica. Por fim, a médica prestou todo o auxilio aos familiares, estando presente a todo momento – completou em nota.

Procedimentos estéticos

Outras duas mulheres morreram após se submeteram a procedimentos estéticos no Rio. A bancária Lilian Calixto, de 46 anos, morreu após uma aplicação de 300 ml da substância conhecida como metacril, nome comercial do polimetilmetacrilato – nos glúteos.

A necropsia realizada no corpo da bancária não foi capaz de apontar a causa da morte e os médicos legistas responsáveis pelo laudo pediram exames complementares para chegar a um resultado conclusivo.

O médico responsável pelo procedimento, Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como “Dr. Bumbum”, e a mãe dele, Maria de Fátima Barros, continuam presos desde o dia 19.

A polícia investiga ainda a morte de Mayara da Silva dos Santos, de 24 anos, que passou mal e chegou sem vida ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na última sexta-feira.

A família da jovem acredita que ela também tenha injetado metacril nos glúteos. Testemunhas contaram na 16ª DP (Barra da Tijuca) que uma suspeita ofereceu à vítima procedimentos para aumentar coxas, glúteos e tirar gordura da barriga, que seriam realizados em uma casa na Barra da Tijuca.

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