Tribunal condena ex-soldado por assassinato de promotor

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Publicado terça-feira, 8 de julho de 2003 as 02:32, por: CdB

O ex-soldado da Polícia Militar de Minas Gerais, Edson Souza Nogueira, de 28 anos, foi condenado, no final da noite desta segunda, pelo 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, a 19 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do promotor de Justiça Francisco Lins do Rego, de 43 anos.

O promotor foi morto com 13 tiros no dia 25 de janeiro do ano passado e Nogueira era acusado de efetuar os disparos. O julgamento, que teve início às 13h, durou cerca de nove horas.

Diante do juiz José Amâncio de Souza Filho, o ex-policial admitiu
que participou do crime, mas negou que tenha atirado no promotor.

Ele acusou o empresário Luciano Farah de ser o autor dos disparos. Mas, ao ser preso, seis dias após o crime, Nogueira havia confessado o crime, a mando de Farah. Recentemente, porém, ele mudou a versão, dizendo que apenas pilotou a moto e o empresário efetuou os disparos.

O promotor Francisco de Assis Santiago, responsável pela acusação, sustentou que o crime foi cometido pelo ex-soldado a mando de Farah e afirmou que a mudança de versão era uma estratégia do acusado para minimizar sua pena.

Ele disse que fará uma reunião com os a advogados da família da vítima para tratar da possibilidade de entrar com um recurso com o objetivo de aumentar a pena de Nogueira. O advogado de defesa, Edgar de Souza, avisou que irá recorrer da decisão.

O ex-soldado era lotado no 18º batalhão da PM e fazia serviços desegurança para Farah. O empresário, cujo julgamento foi adiando e ainda não tem data para ocorrer, era dono da Rede West de postos decombustíveis. A rede era acusada de praticar adulteração de produtos e vinha sendo investigada por Francisco Lins.

A segurança do fórum foi reforçada e os familiares do promotor acompanharam o julgamento, mas não se manifestaram após a sentença.

No final de maio, o office-boy Geraldo Parreiras foi condenado a 18 anos de prisão, em regime fechado, pela participação no crime. Ele admitiu ter feito um levantamento sobre os hábitos do promotor a pedido de Farah.