Tribunal de Londres nega liberar Julian Assange sob fiança

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Publicado quarta-feira, 6 de janeiro de 2021 as 11:43, por: CdB

Tribunal de Londres nega liberação sob fiança de Julian Assange, cofundador do WikiLeaks. Desta forma, Assange deverá permanecer na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres.

Por Redação, com Sputnik – de Londres

Tribunal de Londres nega liberação sob fiança de Julian Assange, cofundador do WikiLeaks. Desta forma, Assange deverá permanecer na prisão de segurança máxima de Belmarsh, em Londres.

Tribunal de Londres nega liberação sob fiança de Julian Assange, cofundador do WikiLeaks
Tribunal de Londres nega liberação sob fiança de Julian Assange, cofundador do WikiLeaks

A liberação de Assange foi negada sob alegação de que ele já havia violado as condições de saída sob fiança anteriormente. Além disso, o tribunal recusou todas as petições anteriores devido aos mesmos motivos.

No dia 4 de janeiro, a juíza Vanessa Baraitser recusou a extradição de Assange às autoridades norte-americanas. Por sua vez, os advogados que representam os EUA afirmaram que recorreriam da decisão.

Também na segunda-feira, o ex-agente da inteligência norte-americana Edward Snowden, que também é procurado pelos EUA, comemorou a recusa da extradição de Assange. Braga ressalta que Snowden e Assange estão envolvidos em “casos diferentes, com acusações diferentes e procedimentos diferentes” por parte da comunidade internacional, mas deseja que a liberdade jornalística seja lembrada também no caso do ex-agente da CIA.

Estados Unidos

Os Estados Unidos acusam Julian Assange por crimes de espionagem e conspiração. Ao lado de Chelsea Manning, em 2010, Assange publicou 251.287 documentos diplomáticos norte-americanos, que revelaram informações como a morte de civis e jornalistas em Bagdá durante um ataque aéreo dos EUA, fichas de detentos da prisão de Guantánamo e dados sobre mais de 160 empresas de vigilância em massa.

Um dos eventos mais importantes do WikiLeaks foi o vazamento de documentos comprometedores para o Partido Democrata dos EUA na segunda metade de 2016, antes das eleições presidenciais no país norte-americano, que indicaram um favorecimento da candidata Hillary Clinton, em detrimento de Bernie Sanders, e que poderiam ter contribuído para sua derrota final contra Donald Trump.