Trípoli é alvo de foguetes em meio a cerco de Haftar

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Publicado quarta-feira, 17 de abril de 2019 as 12:02, por: CdB

Quase 20 mil pessoas já fugiram de suas casas, algumas buscaram abrigo em outros pontos da capital, mas a maioria saiu da cidade.

Por Redação, com Reuters – de Trípoli

Disparos de artilharia atingiram um subúrbio de Trípoli na madrugada desta quarta-feira, aumentando o sofrimento de civis submetidos a um cerco, que já dura 15 dias, das forças do comandante Khalifa Haftar para tomar a capital da Líbia de um governo reconhecido internacionalmente.

Protesto de mulheres pedindo fim da ofensiva contra Trípoli, na Praça dos Mártires. No cartaz se lê: Haifar é um criminoso de guerra e deve se preso

Pouco antes da meia-noite de terça-feira, os foguetes alvejaram o distrito residencial de Abu Salim, situado no sul e próximo de um aeroporto desativado, matando ao menos quatro pessoas e aumentando um saldo de mortes que a Organização das Nações Unidas (ONU) estima em mais de 800.

– Esta é uma guerra insensata contra civis – disse um homem de cerca de 40 anos, que se identificou como Mohamed, à Reuters entre pessoas revoltadas na área, onde casas e carros foram danificados.

Os dois lados se culparam pelo ataque.

Haftar e suas forças do leste líbio alardearam seu avanço como parte de uma campanha para restaurar a ordem e derrotar jihadistas em uma nação mergulhada na anarquia desde a deposição de Muammar Gaddafi em 2011.

Mas o governo reconhecido internacionalmente do primeiro-ministro, Fayez al-Serraj , que o conteve nos subúrbios do sul, em Trípoli vê o general de 75 anos como um perigoso ditador em potencial nos moldes de Gaffafi.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) disse que milhares de civis estão presos nos distritos do sul de Trípoli devido aos combates.

Agentes humanitários e de resgate estão tendo dificuldade para alcançá-los, e o fornecimento de eletricidade, água e telecomunicações sofre grandes interrupções, disse a entidade em um comunicado.

Quase 20 mil pessoas já fugiram de suas casas, algumas buscaram abrigo em outros pontos da capital, mas a maioria saiu da cidade.

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