Tropas do marechal líbio Haftar expulsam turcos da capital Trípoli e arredores

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Publicado domingo, 15 de março de 2020 as 15:20, por: CdB

O ataque teria destruído “tudo o que está ligado à presença turca” no bairro de Misrata, incluindo depósitos de armas, segundo o porta-voz.

Por Redação, com agências internacionais – de Trípoli

O Exército Nacional Líbio disse ter atacado posições turcas no Aeroporto Internacional de Mitiga, na capital líbia, Trípoli, matando militares da Turquia e destruindo material bélico. Em uma coletiva de imprensa no Cairo, Ahmad al-Mismari, porta-voz do Exército Nacional Líbio (LNA, na sigla em inglês) disse:

Tanques do Exército Nacional Líbio estacionam em área até então controlada pelas forças da Turquia
Tanques do Exército Nacional Líbio estacionam em área até então controlada pelas forças da Turquia

— Nos últimos dias, lançamos ataques contra posições militares no aeroporto de Mitiga, em Trípoli. Não se trata de posições de grupos de Misrata, mas das Forças Armadas turcas. Foram destruídos radares e sistemas de defesa antiaérea. Como resultado desta operação, há mortos entre os militares turcos.

Provocação

O ataque teria destruído “tudo o que está ligado à presença turca” no bairro de Misrata, incluindo depósitos de armas, segundo o porta-voz.

Além disso, o LNA teria entrado em outros bairros da capital líbia, enquanto os ataques seriam uma resposta aos “atos de provocação” do Governo do Acordo Nacional (GNA, na sigla em inglês).

Por sua vez, a Turquia mantém tropas no país em apoio ao GNA.

Guerra na Líbia

Desde a queda do ex-presidente Muammar Gadhafi, em 2011, a Líbia tem testemunhado lutas internas pelo poder.

Atualmente, grande parte do país encontra-se sob o domínio do LNA, chefiado pelo marechal Khalifa Haftar, antigo militar no exército de Kadhafi. O Noroeste e a capital do país, porém, estão sob controle do GNA, reconhecido internacionalmente.

Recentemente, o ministro do Interior do GNA, Fathi Bashagha, demonstrou disposição para receber tropas norte-americanas no país. De acordo com ele, isto poderia “levar a Líbia à estabilidade”.

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