Trump acusa FDA de reduzir velocidade dos testes de vacina

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Publicado sábado, 22 de agosto de 2020 as 16:50, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado membros do “estado profundo” do órgão de vigilância sanitária Food and Drug Administration (FDA), sem fornecer evidências, de trabalhar para retardar o teste das vacinas para covid-19 para depois da eleição presidencial de novembro.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado membros do “estado profundo” do órgão de vigilância sanitária Food and Drug Administration (FDA), sem fornecer evidências, de trabalhar para retardar o teste das vacinas para covid-19 para depois da eleição presidencial de novembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Em uma postagem no Twitter, Trump disse que o estado profundo “ou quem quer que seja” na FDA estava tornando muito difícil para as empresas farmacêuticas inscreverem pessoas em ensaios clínicos para testar vacinas e terapias para o novo coronavírus.

O comentário veio após à agência inglesa de notícias Reuters publicar uma matéria exclusiva na quinta-feira com um alto funcionário da FDA dizendo que renunciaria se a administração Trump aprovasse uma vacina antes que ela se mostrasse segura e eficaz.

– Obviamente eles esperam adiar a resposta para depois de 3 de novembro. Devem se concentrar na velocidade e em salvar vidas! – escreveu Trump, marcando o comissário da FDA, Stephen Hahn, no tuíte.

Agências federais

Trump costuma usar o Twitter para criticar agências federais, às vezes acusando-as de serem controladas pelo “estado profundo” em uma aparente referência a funcionários de longa data que, aos olhos de Trump, querem minar sua agenda.

Seu tuíte aumenta a pressão sobre a FDA depois que Peter Marks, diretor de seu Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica, disse na semana passada em uma teleconferência com funcionários do governo, executivos farmacêuticos e acadêmicos que renunciaria se a agência aprovasse uma vacina não comprovada.

Cientistas, autoridades de saúde pública e parlamentares estão preocupados que a administração Trump force a FDA a aprovar uma vacina antes da eleição, mesmo que os dados de testes clínicos não apoiem seu uso generalizado.

Marks, cuja divisão regula tratamentos biotecnológicos de ponta, vacinas e terapias genéticas, disse à Reuters que não enfrentou nenhuma pressão política e que a FDA seria guiada apenas pela ciência.