Trump adverte oposição que sem muro não haverá reforma migratória

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Publicado quarta-feira, 24 de janeiro de 2018 as 14:23, por: CdB

As duas partes foram convocadas para negociar até o dia 8 de fevereiro, data em que o governo voltará a ficar sem fundos e poderá enfrentar nova paralisação

Por Redação, com EFE  e Reuters – de Washington/Davos:

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu os democratas, cujo líder no Senado, Chuck Schumer, é chamado de “chorão”, que se não apoiarem as dotações orçamentárias para a construção do muro com o México, os republicanos não aprovarão a reforma de imigração para os “sonhadores”. A informação é da Agência EFE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

– O ‘chorão’ Chuck Schumer entende perfeitamente, especialmente após sua humilhante derrota, que se não há muro, não há Daca (sonhadores) – disse Trump, em mensagem no Twitter.

O presidente se referiu às negociações sobre o orçamento que republicanos e democratas iniciaram após a reabertura do governo na segunda-feira, após uma paralisação de três dias por falta de fundos.

Enquanto os democratas exigem a regularização de 800 mil jovens sem documentação conhecidos como “sonhadores”, Donald Trump e os republicanos pedem em troca o financiamento para o muro na fronteira com o México.

As duas partes foram convocadas para negociar até o dia 8 de fevereiro, data em que o governo voltará a ficar sem fundos e poderá enfrentar nova paralisação se não houver acordo.

EUA defendem agenda América Primeiro

Autoridades de alto escalão dos Estados Unidos responderam nesta quarta-feira a sugestões de que a agenda “América Primeiro”, do presidente Donald Trump, está prejudicando a globalização e o comércio, estabelecendo um tom agressivo antes da visita do presidente norte-americano ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Mantendo a postura comercial combativa de Trump, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin; também elogiou um dólar norte-americano mais fraco; ajudando na queda da divisa norte-americana que recuou para uma mínima em três anos contra uma cesta de moedas.

– Obviamente um dólar mais fraco é bom para nós, pois se relaciona ao comércio e a oportunidades – disse Mnuchin durante entrevista coletiva na cúpula anual na Suíça.

Líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o presidente de facto, Michel Temer; manifestaram preocupação com o crescente protecionismo na reunião desta semana; em declarações que delegados dizem terem sido direcionadas às políticas de Trump.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse em seu discurso em Davos; nesta quarta-feira, que o protecionismo e o isolamento não solucionam os desafios econômicos enfrentados por países em todo o mundo. O presidente da França, Emmanuel Macron; também deve falar mais tarde nesta quarta-feira.

Sob a agenda América Primeiro, Trump ameaçou deixar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta); rejeitou o acordo global sobre mudanças climáticas e criticou instituições globais, incluindo a Organização das Nações Unidas e a Otan.

Davos

Trump deve chegar na quinta-feira a Davos e discursar no fórum na sexta-feira; se misturando com a mesma elite de “globalistas” que o criticou durante sua campanha presidencial de 2016.

Mnuchin e o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, armaram na quarta-feira em Davos uma defesa conjunta das agressivas decisões comerciais de Washington e disseram que há mais por vir.

– Isto é sobre uma agenda América Primeiro. Mas América Primeiro significa trabalhar com o resto do mundo – disse Mnuchin. “Isto apenas significa que o presidente Trump está cuidando dos trabalhadores; e interesses norte-americanos, o que não difere do que se espera que outros líderes façam”.

Ross disse que ações de comércio norte-americanas foram provocadas por “comportamento inapropriado por parte de nossas contrapartes comerciais”.