Trump agita cenário internacional com novo pacote de ameaças

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Publicado domingo, 6 de maio de 2018 as 18:56, por: CdB

O governo de Kim Jong-un acusou, neste domingo os Estados Unidos de Donald Trump de levarem adiante uma “perigosa tentativa” de arruinar a aproximação entre os vizinhos na Península Coreana.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Paris, Pyongyang e Washington

 

A política externa do presidente norte-americano, Donald Trump, tem sido capaz de irritar desde os aliados mais próximo aos inimigos mais ferozes. Sem, no entanto, apresentar uma saída diplomática para as questões econômicas. Menos ainda para o recém aberto diálogo com a Coreia do Norte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O governo de Kim Jong-un acusou, neste domingo os Estados Unidos de levarem adiante uma “perigosa tentativa” de arruinar a aproximação entre os vizinhos na Península Coreana.

Em entrevista à agência oficial “KCNA”, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang criticou a posição da Casa Branca de que a abertura ao diálogo por parte de Kim se deva às sanções impostas por Washington. Além disso, os EUA dizem que só reduzirão a pressão quando a Coreia do Norte entregar todas as suas armas nucleares.

Segundo Pyongyang, tratam-se de afirmações “enganosas”. “Os EUA estão deliberadamente provocando a República Popular Democrática da Coreia”, declarou o porta-voz, que não é identificado pela “KCNA”.

Encontro

De acordo com ele, a Casa Branca está promovendo uma “perigosa tentativa de arruinar a atmosfera de diálogo e levar a situação de volta para o início”. “Não seria bom se os EUA entendessem a intenção de paz como um sinal de fraqueza”, acrescentou.

Na guerra de narrativas entre Washington e Pyongyang; Donald Trump tenta creditar a abertura do diálogo às sanções. E à pressão sobre a China, enquanto Kim dá a entender que seu programa nuclear já atingiu um nível suficientemente avançado para garantir a manutenção do regime.

Os líderes devem se encontrar no início de junho. Tentarão, na sequência, reforçar a histórica reunião entre Kim e Moon; realizada no último dia 27 de abril. Na reunião, as duas Coreias se comprometeram a assinar um acordo de paz ainda em 2018.

Armas

Trump também conseguiu irritar franceses e britânicos. Ele sugeriu que leis menos restritivas à compra de armas poderiam ajudar a evitar os ataques mortais em Paris em 2015. Associou, ainda, os crimes com armas brancas em Londres à proibição de armas de fogo.

Em discurso na Associação Nacional dos Rifles (NRA) na sexta-feira, Trump lembrou do atentado em Paris. Ele disse que se os civis estivessem armados; o episódio “teria sido uma história completamente diferente”.

O governo francês emitiu sua crítica mais forte a Trump desde que ele tomou posse. Um ministro exigiu desculpas do líder norte-americano. Isso acontece no momento em que o presidente Emmanuel Macron tem buscado reforçar os laços bilaterais; após uma visita de Estado.

A cidade de Londres, por sua vez, sofreu com um aumento de crimes de armas brancas no início deste ano. Teve, portanto, mais assassinatos registrados durante os meses de fevereiro e março que a cidade de Nova York.