Trump arrisca acordo comercial com a China por denúncia sobre vírus

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Publicado sexta-feira, 1 de maio de 2020 as 16:46, por: CdB

A retórica aguçada de Trump contra a China refletiu sua crescente frustração com Pequim sobre a pandemia, que custou dezenas de milhares de vidas nos Estados Unidos, provocou uma contração econômica e ameaçou suas chances de reeleição em novembro.

Por Redação, com Reuters – de Washington

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu árduo acordo comercial com a China agora é de importância secundária diante da pandemia de coronavírus e ameaçou novas tarifas sobre Pequim, enquanto seu governo elaborava medidas de retaliação sobre o surto.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump aponta responsabilidade da China na atual pandemia do novo coronavírus

A retórica aguçada de Trump contra a China refletiu sua crescente frustração com Pequim sobre a pandemia, que custou dezenas de milhares de vidas nos Estados Unidos, provocou uma contração econômica e ameaçou suas chances de reeleição em novembro.

Corda bamba

Duas autoridades americanas, falando sob condição de anonimato, disseram que uma série de opções contra a China estavam em discussão, mas alertaram que os esforços estão nos estágios iniciais. As recomendações ainda não atingiram o nível da principal equipe de segurança nacional de Trump ou do presidente, disse uma autoridade à Reuters.

— Há uma discussão sobre o quão difícil atingir a China e como calibrá-la adequadamente — disse uma das fontes, com Washington caminhando na corda bamba em seus laços com Pequim, enquanto importa produtos de proteção individual (EPI) de lá e tem receio de prejudicar um acordo comercial sensível.

Vírus

Trump deixou claro, no entanto, que suas preocupações com o papel da China na origem e disseminação do coronavírus estavam ganhando prioridade em relação a seus esforços para construir um acordo comercial inicial com Pequim.

— A situação do vírus simplesmente não é aceitável. Assinamos um acordo comercial onde eles deveriam comprar, e eles estão comprando muito, na verdade. Mas isso agora se torna secundário ao que ocorreu com o vírus — concluiu o presidente norte-americano.

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