Trump diz que mídia é responsável por provocar ódio

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Publicado quinta-feira, 25 de outubro de 2018 as 13:37, por: CdB

Ficou tão ruim e odioso que não há descrição. A mídia tradicional precisa limpar seu comportamento, rápido, disse o presidente norte-americano.

Por Redação, com Reuters – de Washington 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizou nesta quinta-feira redes de comunicação por provocarem raiva e retórica de ódio contra políticos, à medida que outro pacote suspeito aparentemente semelhante aos pacotes-bomba enviados a democratas nesta semana foi encontrado em Manhattan.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

– Uma parte muito grande da raiva que vemos hoje na nossa sociedade é causada pelas reportagens propositalmente falsas e incorretas da mídia tradicional, às quais eu me refiro como ‘fake news’ –  escreveu Trump em publicação no Twitter.

– Ficou tão ruim e odioso que não há descrição. A mídia tradicional precisa limpar seu comportamento, rápido.

EUA buscam suspeitos de enviar pacotes-bomba

Autoridades dos Estados Unidos estão buscando nesta quinta-feira suspeitos de terem enviado pacotes-bomba a democratas graduados, o que foi considerado um ato terrorista que elevou as tensões em uma nação já polarizada a menos de uma quinzena das eleições.

Ao menos oito pacotes suspeitos foram interceptados antes de chegaram a seus destinatários, entre eles o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado e candidata presidencial democrata Hillary Clinton e o ex-secretário de Justiça de Obama, Eric Holder.

John Brennan, ex-diretor da CIA, George Soros, destacado doador do Partido Democrata e Maxine Waters, congressista da Califórnia e crítica explícita do presidente Donald Trump, também foram alvos de pacotes.

Todos os alvos são difamados frequentemente por críticos de direita.

Nesta quinta-feira, a polícia de Nova York foi acionada para investigar mais um pacote suspeito, desta vez endereçado a um edifício onde fica localizado um restaurante do ator Robert De Niro no bairro de Tribeca, de acordo com a mídia local.

As ameaças de bomba agravaram a tensão antes das eleições de 6 de novembro, que decidirão se os democratas conseguem assumir o controle de uma ou das duas casas do Congresso dos republicanos e privar Trump da maioria que seu partido tem em ambas.

Nenhum dos pacotes detonou e ninguém se feriu. Ninguém assumiu a responsabilidade de imediato.

Uma força-tarefa antiterrorismo com agências da lei federais, estaduais e locais, liderada pelo FBI, “continuará a trabalhar para identificar e prender quem quer que seja responsável por enviar estes pacotes”, disse o diretor da Polícia Federal, Christopher Wray, em um comunicado.

Vários políticos, incluindo o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, e o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descreveram a iniciativa como um ato de terrorismo.

Investigadores estão tentando rastrear outro pacote suspeito que acreditam ter sido enviado ao ex-vice de Obama, Joe Biden, disse uma autoridade federal à Reuters na noite de quarta-feira.

A redação da CNN de Nova York recebeu um pacote endereçado a Brennan, que atua como comentarista do canal, o que levou a polícia a esvaziar o edifício da Time Warner, situado em um bairro movimentado de Manhattan próximo do Central Park.

O pacote continha um envelope com pó branco que especialistas estão analisando, disse o comissário de polícia James O’Neill.

Alguns democratas de primeiro escalão logo acusaram o próprio Trump de incitar uma possível violência política por recorrer com frequência a uma retórica inflamada e excessivamente partidária.

Trump disse em um comício político na quarta-feira que seu governo realizará uma “investigação agressiva”.

Sanções

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções contra duas entidades com sede em Cingapura e um indivíduo acusado de lavar dinheiro por meio do sistema financeiro norte-americano para escapar de sanções contra a Coreia do Norte, informou o departamento em comunicado nesta quinta-feira.

O Departamento de Justiça também divulgou acusações contra o alvo das sanções, Tan Wee Beng, segundo o Departamento do Tesouro.

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