Trump diz que ONU ‘precisa responsabilizar China’ pelo coronavírus

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Publicado terça-feira, 22 de setembro de 2020 as 13:30, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira que o órgão “precisa responsabilizar a China por suas ações” relativas à pandemia de coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Washington/Nova York

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira que o órgão “precisa responsabilizar a China por suas ações” relativas à pandemia de coronavírus.

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Swanton, Ohio
Presidente dos EUA, Donald Trump, em Swanton, Ohio

– O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde (OMS) , que é virtualmente controlada pela China, declararam falsamente que não havia indicio de transmissão de humano para humano – disse Trump.

– Mais tarde, disseram falsamente que pessoas sem sintomas não disseminariam a doença… as Nações Unidas devem responsabilizar a China por suas ações.

Trump gravou seu discurso na segunda-feira na Casa Branca para que ele fosse exibido remotamente à Assembleia-Geral, que se reúne virtualmente nesta semana.

Distribuir  vacina

O presidente prometeu distribuir uma vacina e disse: “Derrotaremos o vírus, derrotaremos o vírus, e acabaremos com a pandemia” e entraremos em uma nova fase de prosperidade, cooperação e paz.

Trump, um crítico frequente da Organização das Nações Unidas (ONU), também disse que, para ser eficiente, a entidade deve se concentrar nos “problemas verdadeiros do mundo”, como “o terrorismo, a opressão das mulheres, o trabalho forçado, o tráfico de drogas, o tráfico humano e sexual, a perseguição religiosa e a faxina étnica de minorias religiosas”.

Trump pode enfrentar investigação

O procurador distrital de Manhattan disse na segunda-feira que pode ter motivos para investigar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e suas empresas por fraude fiscal, enquanto busca convencer um tribunal federal de apelação a conceder o acesso às declarações de impostos de Trump.

A equipe do procurador distrital Cyrus Vance fez o argumento em uma petição à 2ª Corte de Apelação em Manhattan, quatro dias antes do tribunal avaliar o pedido de Trump para bloquear a intimação feita por Vance em 2019 para obter as declarações do presidente.

Os procuradores dizem que a “montanha” de acusações públicas de má-conduta, incluindo declarações errôneas de propriedades empresariais, poderiam justificar um inquérito por um Grande Júri sobre possível fraude fiscal, fraude securitária e falsificação de registros empresariais.

“Mesmo se o Grande Júri estiver testando a veracidade das acusações públicas somente, tais informações, em conjunto, justificam completamente o escopo da intimação”, escreveu a equipe de Vance, sem acusar Trump ou suas empresas de irregularidades.

Jay Sekulow, um advogado de Trump, se recusou a comentar a petição.

Entre as informações citadas pelo gabinete de Vance estão alegações de que Trump, de maneira rotineira, enviava declarações financeiras a credores que inflavam seus ativos e omitia dívidas atreladas a propriedades, e que entre 2004 e 2014 o presidente pagou US$ 400 milhões em dinheiro vivo por “cinco casas, oito campos de golfe e uma vinícola”, apesar de possuir bilhões de dólares em dívidas.

Há também o caso do ex-advogado pessoal de Trump Michael Coen, que se declarou culpado em acusações de financiamento de campanha, entre outras acusações, e depôs ao Congresso dizendo que era comum nas Organizações Trump a falsificação de declarações ao buscar empréstimos.

Vance havia dito anteriormente que sua investigação também se relacionava a casos de “possível conduta criminal extensa e prolongada” nas Organizações Trump, incluindo possíveis fraudes securitárias e bancárias perpetradas pela empresa e por seus funcionários.

A intimação

Trump, que é republicano, disse que a intimação de Vance, um democrata, à empresa responsável por sua contabilidade pessoal e empresarial nos últimos oito anos, a Mazars USA, por suas declarações de impostos era “altamente vaga” e feita de má fé, para assediá-lo.

O presidente apresentou o argumento após a Suprema Corte dos EUA rejeitar em julho um pedido anterior por imunidade contra investigações criminais enquanto estivesse na Casa Branca.

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