Trump tenta um golpe de Estado e Congresso dos EUA é invadido

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Publicado quarta-feira, 6 de janeiro de 2021 as 16:52, por: CdB

A movimentação aconteceu pouco depois de o presidente republicano fazer um discurso em comício que contou com a presença de milhares de apoiadores em Washington DC afirmando que “nunca aceitará a derrota”.

Por Redação, com agências internacionais – de Washington

Um grupo de apoiadores do presidente republicano Donald Trump invadiu o Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, dia em que está previsto a sessão que iria certificar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais. Vários policiais foram feridos por manifestantes, nos corredores das Casas Parlamentares.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, foi retirados às pressas do Congresso, após a invasão dos manifestantes
O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, foi retirados às pressas do Congresso, após a invasão dos manifestantes

magens divulgadas por jornalistas nas redes sociais mostram os “trumpistas” agredindo policiais com o objetivo de invadir o prédio e pressionar os delegados a considerar um golpe de Estado, em favor de Donald Trump.

O grupo conseguiu ocupar toda a frente do Capitólio e adentrar no local, apesar de uma tentativa de trancamento do local por parte de seguranças. A sessão que acontecia a certificação eleitoral foi suspensa e os legisladores foram retirados do local. A prefeitura de Washington decretou o toque de recolher à partir das 18h (horário local), até às 6h da manhã de quinta-feira.

Derrota

A movimentação aconteceu pouco depois de o presidente republicano fazer um discurso em comício que contou com a presença de milhares de apoiadores em Washington DC afirmando que “nunca aceitará a derrota”.

— Nós nunca vamos conceder (a eleição). Isso não vai acontecer … não vamos mais aceitar isso — disse o republicano, que discursa atrás de um escudo transparente de proteção contra tiros.

Já o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse nesta quarta-feira acreditar que não tem a autoridade para aceitar ou rejeitar votos do Colégio Eleitoral que formalmente define o vencedor da eleição presidencial norte-americana, mas saudou os esforços de parlamentares para levantar objeções sobre alegadas “irregularidades eleitorais”.

Pence, sob intensa pressão do presidente Donald Trump, derrotado na eleição presidencial de novembro, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden, disse a parlamentares que ele cumprirá seu dever de garantir que as preocupações sobre a eleição recebam uma “audiência justa e aberta”.

— Quando disputas relacionadas a uma eleição presidencial surgem, de acordo com a lei federal, são os representantes do povo que analisam a evidência e resolvem disputas por meio do processo democrático — disse Pence, mais cedo, ao presidir uma sessão conjunta do Congresso dos EUA destinada a certificar o resultado da eleição.