Tucano processado por corrução será a testemunha de Paulo Preto, em ação pública

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Publicado quarta-feira, 11 de julho de 2018 as 23:07, por: CdB

Aloysio Nunes Ferreira será um dos poucos a ressaltar a idoneidade do operador dos tucanos, flagrado com mais de R$ 120 milhões em contas na Suíça.

 

Por Redação – de São Paulo

Titular no Ministério das Relações Exteriores, o senador tucano licenciado Aloysio Nunes Ferreira foi chamado a depor em processo judicial, como testemunha de defesa do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. O integrante do governo, por sua vez, é processado por desvio de recursos públicos, mas não foi julgado, ainda.

Senador licenciado, Aloysio Nunes Ferreira foi motorista do ex-guerrilheiro Carlos Marighella, mas mudou de lado e, agora, defende Paulo Preto
Senador licenciado, Aloysio Nunes Ferreira foi motorista do ex-guerrilheiro Carlos Marighella, mas mudou de lado e, agora, defende Paulo Preto

Ferreira será um dos poucos a ressaltar a idoneidade do operador dos tucanos, flagrado com mais de R$ 120 milhões em contas na Suíça. Preto é suspeito de ter outra fortuna escondida no paraíso fiscal das Ilhas Maldivas.

Paulo Preto também é réu em ação penal na Justiça Federal de São Paulo por desvios de R$ 7,7 milhões em desapropriações do trecho Sul do Rodoanel, em São Paulo. A juíza responsável pelo processo, Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, sugeriu que Aloysio Nunes seja ouvido em 26 de julho, às 10 horas da manhã.

Mão no fogo

Entrevistado pelo programa Roda Viva da TV Cultura em 2010, Aloysio Nunes confessou ser amigo de longa data de Paulo Preto. Na ocasião, negou que o amigo tivesse ficado com dinheiro da campanha de José Serra, derrotado por Lula nas eleições daquele ano.

Na entrevista, porém, ressaltou: “Não ponho a mão no fogo por ele”.

Paulo Preto é operador do PSDB há mais de 20 anos, tendo atuado sob a liderança de José Serra, Geraldo Alckmin e do próprio Aloysio Nunes. Depois que o escândalo saiu a público, começou um jogo de empurra-empurra nos bastidores, com aliados de cada um dos três caciques empurrando a responsabilidade sobre as ações de Paulo Preto para os demais.

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