Turquia ordena prisão de pregador pela morte de embaixador da Rússia

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Publicado segunda-feira, 2 de abril de 2018 as 10:22, por: CdB

Governo turco acusou clérigo Fethullah Gülen e outras sete pessoas pelo assassinato em 2016 do diplomata Andrei Karlov. Ordem foi divulgada um dia antes da visita de Putin à Turquia

Por Redação, com DW – de Ancara:

Um tribunal turco ordenou a prisão do clérigo muçulmano Fethullah Gülen e de outras sete pessoas pelo assassinato em 2016 do embaixador russo na Turquia, informou a TV Haberturk nesta segunda-feira. O anúncio ocorre um dia antes da visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao país.

O pregador Fethullah Gülen, um ex-aliado que virou adversário do presidente Erdogan

O embaixador Andrei Karlov foi morto a tiros por um policial de folga enquanto discursava na abertura de uma exposição de Ancara em dezembro de 2016. O atirador gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande)  e “Não esqueçam Aleppo!” enquanto abriu fogo, aparentemente se referindo ao envolvimento da Rússia em uma campanha de bombardeios na vizinha Síria. Ele foi morto a tiros pela polícia no local.

Putin

Putin vai realizar uma visita de dois dias a partir de terça-feira e se encontrará com o presidente Recep Tayyip Erdogan e o presidente iraniano Hassan Rouhani. Os três países são os garantidores das negociações de paz de Astana; que criaram zonas de “desescalada” em toda a Síria; devastada pela guerra. Putin e Erdogan também têm se aproximado nos últimos meses.

Os dois líderes vêm sendo isolados pelo Ocidente por causa de suas políticas; Putin por ter anexado parte da Ucrânia e pelas acusações de interferência em outros países; Erdogan por conduzir um regime cada vez mais repressivo e pelo envolvimento  na guerra da Síria.

Erdogan

No caso do embaixador, Erdogan disse que o movimento popular de Gulen estava por trás do assassinato; uma acusação que o clérigo nega. Erdogan também culpa a rede do pregador pela tentativa de golpe militar em julho de 2016.

Gulen, que vive em exílio nos Estados Unidos desde 1999; negou a acusação e condenou o golpe.

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