Twitter fecha acordo com Elliott e Silver Lake

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Publicado segunda-feira, 9 de março de 2020 as 13:53, por: CdB

Segundo o acordo, a empresa de private equity Silver Lake investirá 1 bilhão de dólares no Twitter e também terá um assento no conselho.

Por Redação, com Reuters – de Bangalore

O Twitter anunciou nesta segunda-feira acordo com a Elliott Management, dando à empresa de investimentos um assento no conselho pouco mais de uma semana depois que o fundo ativista defendeu a demissão do presidente-executivo, Jack Dorsey.

O Twitter anunciou nesta segunda-feira acordo com a Elliott Management
O Twitter anunciou nesta segunda-feira acordo com a Elliott Management

Segundo o acordo, a empresa de private equity Silver Lake investirá US$ 1 bilhão no Twitter e também terá um assento no conselho. O Twitter disse que usará seu próprio dinheiro e o investimento da Silver Lake para financiar um programa de recompra de ações de US$ 2 bilhões.

A Elliott, fundada pelo bilionário Paul Singer, procurou instalar seus próprios indicados no conselho do Twitter quando três de seus diretores se candidataram à eleição na próxima reunião anual de acionistas, disseram fontes à agência inglesa de notícias Reuters no mês passado.

O Twitter disse que seu conselho formou um comitê para avaliar estrutura de liderança, plano de sucessão de presidentes-executivos e divulgará os resultados antes do final do ano.

– Como diretoria, revisamos e avaliamos regularmente como o Twitter é administrado e, embora nossa estrutura de presidente-executivo seja única, Jack e a empresa também são – disse Patrick Pichette, diretor independente do conselho do Twitter.

EUA

O Twitter é uma das poucas empresas de tecnologia dos EUA chefiada, mas não controlada, por um de seus fundadores. O Twitter concedeu aos acionistas direitos iguais de voto, tornando Dorsey, que possui cerca de apenas 2% da empresa, vulnerável a um desafio de um investidor ativista como a Elliott.

A Elliott, que possui uma participação de 4% no Twitter, nomeou o sócio Jesse Cohn como membro do conselho da rede social.

Dona do Grindr

A empresa chinesa Beijing Kunlun Tech anunciou na sexta-feira a venda do Grindr, popular aplicativo de relacionamento, por cerca de US$ 608,5 milhões.

A transação ocorre após um painel do governo dos EUA estabelecer junho de 2020 como prazo para venda do aplicativo. O painel, denominado Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), não divulgou suas preocupações sobre a propriedade da Grindr pela Kunlun.

No entanto, os Estados Unidos têm monitorado cada vez mais os desenvolvedores de aplicativos sobre a segurança dos dados pessoais que eles manipulam, especialmente se alguns deles envolvem militares ou pessoal de inteligência dos EUA.

A Kunlun disse que concordou em vender sua participação de 98,59% no Grindr para a San Vicente Acquisition.

O controle da Kunlun sobre o Grindr alimentou preocupações entre defensores da privacidade nos EUA. Os senadores democratas Edward Markey e Richard Blumenthal enviaram uma carta ao Grindr em 2018 exigindo respostas sobre como o aplicativo protegia a privacidade dos usuários.

À Reuters informou no ano passado que a Kunlun havia dado a alguns engenheiros de Pequim acesso a informações pessoais de milhões de norte-americanos, incluindo mensagens privadas e status de HIV.

 

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