Twitter apaga 1,2 milhão de perfis que promoviam terrorismo

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Publicado sexta-feira, 6 de abril de 2018 as 10:58, por: CdB

Remoções ocorreram entre 2015 e 2017. Rede de mensagens curtas diz que, no segundo semestre de 2017, 74% dos perfis foram cancelados antes do primeiro tuíte

Por Redação, com DW e Reuters – de Nova York/Brasília:

A rede de mensagens curtas Twitter anunciou que removeu 1,2 milhão de perfis por violações relacionadas à promoção do terrorismo entre agosto de 2015 e final de 2017. 

Twitter está sob pressão para reprimir usuários que promovem a violência

Dos perfis apagados, 274 mil foram removidos nos últimos seis meses do ano passado. Isso representa uma queda de 8,4%; em relação ao período anterior. Segundo a rede social, esse é o segundo declínio consecutivo.

– Continuamos a ver o impacto positivo e significante dos anos de trabalho duro; para tornar nossa plataforma um lugar indesejável para aqueles que promovem o terrorismo – afirmou o Twitter, em comunicado.

A rede social vem enfrentado pressão de governos no mundo todo para reprimir jihadistas e usuários que promovem a violência.

Dos perfis removidos nos últimos seis meses de 2017, 93% foram identificados; por ferramentas internas da rede social e 74% foram apagados antes de escreverem o primeiro tuíte. A rede de mensagens destacou; que alertas emitidos por governos sobre violações de promoção de terrorismo representam menos de 0,2% de todas as remoções.

Justiça multa Facebook

A Justiça Federal multou a operação brasileira do Facebook em R$ 111,7 milhões; por descumprimento de ordem de quebra de sigilo de informações contidas em perfis da rede social; bem como de mensagens trocadas por meio do aplicativo WhatsApp.

A ordem de quebra de sigilo veio com objetivo de ajudar uma investigação criminal sobre desvio de recursos públicos; em contratos firmados pelo governo de Amazonas na área da saúde no ano de 2016; segundo comunicado do Ministério Público Federal (MPF) divulgado na quinta-feira.

A decisão, tomada a pedido do MPF, refere-se à Operação Maus Caminhos. A investigação desarticulou um grupo; que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do Estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus; e outras duas cidades do interior do Estado, feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC); instituição qualificada como organização social.

O Facebook afirmou que “respeita a Justiça brasileira e cooperação com as autoridades”. “Neste caso, nós fornecemos os dados conforme a legislação aplicável. Entendemos que a multa é indevida e estamos explorando nossas opções legais”, acrescentou a rede social.

 O valor da penalidade corresponde à soma de multas diárias de R$ 1 milhão; previstas pelo não acatamento do Facebook à determinação de quebra de sigilo.

Os dias de descumprimento são contados de 13 de junho de 2016; quando terminou o prazo de 10 dias inicialmente estipulado para; que o sigilo das informações fosse quebrado, até 20 de setembro de 2016; data em que foi deflagrada a Operação Maus Caminhos; quando cessou o interesse público na diligência.

As investigações

As investigações que deram origem à operação demonstraram que dos quase R$ 900 milhões repassados entre 2014 e 2015 pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES); mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao Instituto Novos Caminhos, afirmou o MPF.

A apuração indicou o desvio de R$ 50 milhões em recursos públicos; além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados; movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa, afirmou o MPF.

 

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